1. Brasil

Inconseqüência e irresponsabilidade

8 de julho de 2017 - 0:08:29

Estou relendo, depois de quinze anos, a biografia de Napoleão por Jean Tulard, que é mais que uma biografia, um guia de estudos. A bibliografia citada sobe a mais de três mil títulos, o que segundo o autor não é grande coisa, pois o número de obras dedicadas ao assunto já havia passado de quarenta mil em 1977, data de publicação do seu livro.
Tudo isso sobre um só personagem da História.
Meçam então a miséria intelectual de um jornalista da Fôia que, diante de um assunto de envergadura e complexidade incomparavelmente maiores, como o é o comunismo internacional, acha mil títulos uma quantidade de leituras excessiva e inverossímil.
Qualquer opinião desse sujeito sobre qualquer coisa que seja VALE MERDA.

“Como encontrei muito pouca inteligência em torno, tive de usar a minha própria.”
(Paul Léautaud)

Eric Voegelin, inspirando-se em Weber, formula assim o critério fundamental para o julgamento de qualquer proposta política: Se você propõe expropriar os ricos para dar aos pobres, ou desarmar a população, ou abolir as fronteiras nacionais em nome da “paz mundial”, ou qualquer coisa parecida, você assume a responsabilidade pelas conseqüências más que possam advir das suas escolhas, ou, ao contrário, apega-se ao encanto que as suas idéias têm para você mesmo — e que não têm para outras pessoas — como desculpa antecipada para a sua inconseqüência e irresponsabilidade?