1. Brasil

Projeto de “mundo melhor”

24 de julho de 2017 - 5:29:13

Ao me classificar na “ultradireita”, a Anna Virginia Baloussier, como todos os cabeças-de-vento que escrevem na Fôia, se acredita habilitada a decretar quais quotas de direitismo são aceitáveis ou inaceitáveis. Ultradireita é a PQP, madame.

Ah, já entendi. O máximo de direitismo admissível é o Dória. Na Fôia, o direito de se dizer católico depende de o cidadão aceitar o casamento gay. Caso contrário, vira “extrema direita”, fascista, nazista, assassino de mulheres, negros, índios e judeus. Nunca vi a Föia chamar alguém de “extrema esquerda”. O extremismo, como se sabe, é privilégio da direita.

As correntes políticas, segundo a Fôia, dividem-se em:
1) Esquerda democrática. Ex. Lula, Fidel Castro, Marighela.
2) Centro (quase democrático). Fernando Henrique, Dória, Zé Serra.
3) Ultradireita (fascista). Bolsonaro, eu.

A Fôia pratica honesta e literalmente a “tolerância libertadora”, assim definida por seu proponente inicial, Herbert Marcuse:
— Toda a tolerância para com a esquerda, nenhuma para com a direita.

Um movimento político não se conhece só pelas finalidades que alardeia (sua “ideologia”), nem só pelas ações reais que empreende (os “meios” que emprega), mas pela tensão dialética entre esses dois elementos. O caso do comunismo é especialmente interessante sob esse aspecto, na medida em que os “meios” a que recorreu, embora alegadamente deduzidos da natureza mesma dos fins proclamados, foram sempre e sistematicamente antagônicos a esses fins, os quais, dessa forma, não se chocaram só com a resistência da realidade exterior, mas com a sua própria impossibilidade intrínseca. De fato, construir a “sociedade sem classes” por meio da fusão de todos os poderes (político-militar, econômico e cultural) nas mãos de uma elite revolucionária é uma coisa tão obviamente autocontraditória e impossível — não só logicamente e em abstrato, mas substantivamente — que o simples fato de milhões de pessoas terem apostado suas vidas (e principalmente as alheias) nesse empreendimento eminentemente abortivo só se explica pelo fascínio do absurdo. Um movimento dessa ordem não fica sem efeito, é claro, mas produz efeitos muito diferentes dos pretendidos. “Transforma o mundo”, mas não no mundo imaginário dos seus sonhos e sim num mundo caótico que escapa não só do seu controle, mas da sua compreensão. Não há um só comunista no mundo que consiga olhar de frente o horror que suas ações produziram e admitir que não advieram de coincidências fortuitas e sim da própria lógica interna do seu projeto revolucionário.
Fenômeno similar se observa hoje no movimento “gayzysta”, na ideologia da “diversidade”, no ecologismo e, de modo geral, em todos os projetos globalistas.

No meu modesto entender, qualquer um que apareça com um projeto de “mundo melhor” deveria ser imediatamente trancafiado num manicômio judiciário, principalmente se, em vez de uma simples idéia de jerico, tiver também os meios financeiros de tentar realizá-la. Bilionários reformadores do mundo são o mais temível flagelo da espécie humana. O segundo flagelo mais temível são os políticos e intelectuais que se põem a serviço deles. Na minha modesta opinião, o direito de dar palpites deveria ser inversamente proporcional à conta bancária do cidadão. Afinal, neguinho já encheu o cu de dinheiro e, em vez de estar satisfeito e feliz no seu canto, ainda quer mandar na vida alheia, porra.

Não estou aqui para escolher candidato para ninguém, mas sugiro um critério: o sujeito pode ser lindo, honesto, gênio, santo, maravilhoso, mas, se repetiu um chavão da conversa mole globalista, um único que seja, NÃO VOTE NELE.

Vocês já viram algum comunista se sentir culpado pelos crimes do comunismo? Quando um consente em falar no assunto, é SEMPRE jogando a culpa nos outros. Isso é o máximo de honestidade que se pode esperar de um comunista. Para a Fôia, extremismo é ser contra o aborto. Querer promover a matança de povos inteiros não é.

O problema central da “ética libertária” é que ela confunde propriedade em sentido lógico com propriedade em sentido jurídico. Por exemplo, em lógica, uma substância pode ser definida independentemente de existir ou não, e nesse sentido a existência se acrescenta à substância como uma propriedade. Juridicamente, aquilo que não existe não pode ser titular de direitos, a existência passando a ser portanto não uma propriedade, mas um PRESSUPOSTO da possibilidade mesma de haver direitos, inclusive o de propriedade. Matar um cidadão, suprimi-lo da existência, não é violar um direito de propriedade, mas sim extinguir a possibilidade mesma de que ele desfrute de quaisquer direitos, inclusive o de propriedade. Inverter isso é um erro lógico tão elementar que não deveria ser preciso discuti-lo.

A ética libertária é apenas um truque de retórica, um gerador de argumentos, para não dizer de lero-lero.
Ela não ajuda nem atrapalha. Só indivíduos de mentalidade empresarial podem levar a sério a ética libertária, porque a propriedade para eles é tudo, e eles gostariam que ela fosse isso para todos. Reduzir a uma “propriedade” aquilo que é a precondição mesma da existência de propriedades é o mesmo que reduzir a vaca a uma espécie de leite. O capitalismo é apenas melhor que o comunismo e o fascismo. Fora isso, ele não é grande coisa. O marxismo é mais decente do que a ética libertária. Marx reconhecia a existência de uma essência humana superior à propriedade. Nenhum libertário chegou a tais alturas.

O João Pedro Garcia, num trabalho que acaba de me enviar, argumenta, com razão, que o princípio genérico da justiça é anterior logicamente ao da propriedade e não tem nesta o seu fundamento. Espero que todos — pelo menos os meus alunos — percebam claramente que a minha objeção à “ética libertária” é de ordem puramente filosófica, e não baseada em alguma suposta “opção ideológica” concorrente.

Não pertenço a nenhum grupo “conservador” nem muito menos falo em nome de algum. No dia em que eu fizer isso, podem me aposentar por demência senil. Posso ter sido o parteiro ou até o pai da direita brasileira, mas desde quando parteiro e pai são partes do bebê?

Bem que avisei: O pretenso nacionalismo do Ciro Gomes é apenas um negócio da China. Como aliás todo o pretenso nacionalismo comunista. Por enquanto, o único presidenciável sem rabo preso com poderes internacionais é o Bolsonaro. Se descobrir que ele tem algum, retiro o meu voto na mesma hora. O Brasil de uma candidatura autenticamente NACIONAL, não apenas sem compromisso com poderes internacionais, mas, se preciso, CONTRA TODOS ELES.

  • Hausberg Beers

    Alerta aos “bonzinhos”, discípulos de Íblis e saqueadores de futuros: Tudo neste Universo (UNI-VERSO, ou seja, UM LADO, UMA VERDADE!) é simbolicamente e cosmicamente tendencioso a girar para a Direita…Vermelho sangue e à esquerda, só o Coração…
    Avante!