1. Cultura

O conservadorismo no Brasil

29 de setembro de 2016 - 23:43:50

Um país de maioria conservadora sem um só partido conservador, um só jornal diário conservador, um só canal de TV conservador, uma só universidade conservadora, é por si a maior aberração política de todos os tempos.

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Os esquerdistas estão montando uma imensa armadilha para escravizar e neutralizar de vez todo o movimento conservador e liberal. E os liberais, como não poderia deixar de ser, estão achando que vai ser o orgasmo do século. Mais detalhes em breve.

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O brasileiro é conservador mas vive num país onde: O conservadorismo é proibido. O anticomunismo é proibido. O antifeminismo é proibido. O antigayzismo é proibido. Para ter o direito de dizer alguma coisinha, o povo tem de fingir que é apolítico e que está apenas “contra a corrupção”. E o mais incrível é que, mesmo preso nessa camisa-de-força ideológica, ainda consegue alguma vitória de vez em quando.

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A cultura inteira de muitas pessoas compõe-se de estúpidas lendas urbanas espalhadas pela mídia popular: 1) Os Evangelhos foram falsificados. 2) O imperador Constantino fundou a Igreja. 3) A Inquisição matou milhões de pessoas. 4) A Revolução Francesa libertou a humanidade. 5) A ciência e a tecnologia são a base da democracia. 6) O comunismo acabou. Etc. etc.

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A direita brasileira inteira é uma imensa ejaculação precoce. O maior genocídio de possibilidades que já se viu na história humana. Tudo porque as pessoas se assanham e querem sair brilhando antes de ter-se preparado. Quando lhes digo: “Vocês têm de estudar muito”, respondem: “Mas é preciso fazer alguma coisa agora.” E imediatamente começam a fazer o que sabem: tomar no cu.

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Pela primeira vez o Legislativo americano mostra ter um restinho de culhões e quebra a empáfia desse puxa-saco da Arábia Saudita:
Congress Votes to Override Obama Veto on 9/11 Victims Bill http://www.nytimes.com/2016/09/29/us/politics/senate-votes-to-override-obama-veto-on-9-11-victims-bill.html?_r=1

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Análise perfeita:

Por Adriana Araujo

Há cerca de seis meses, ao ver que seria lançada a candidatura do Flávio Bolsonaro à prefeitura do Rio, senti-me no dever de procurar seu chefe de gabinete, pois tinha a consciência de que eles precisariam de minha “expertísse”, isto é, não apenas do meu conhecimento sobre como produzir campanhas políticas majoritárias, capazes de erguer o candidato entre o primeiro e segundo lugar – foram inúmeras ao longo de 25 anos, entre campanhas para prefeito, governador e até presidente da República – mas, principalmente, capacitar o candidato com informações e documentos chaves a respeito da máfia montada entre ongs, coletivos, institutos e partidos de esquerda, sobretudo PT e CUT, infiltrados no poder público e na TV Globo. Com base nesses dados e de posse desta farta documentação, Flávio Bolsonaro teria na “manga” um manancial de provas desestabilizadoras para apresentar quando fosse atacado, podendo assim reverter, de forma potente, golpes sórdidos contra a sua candidatura.
Infelizmente, o amadorismo, a inexperência e o desejo de auto-promoção, por meio da publicação de artigos “brilhantes” e da realização de palestras com recortes acadêmicos, impediu o necessário nascimento de uma direita forte, capacitada por conhecimentos multi-disciplinares necessários para a realização da guerra cultural nos espaços da grande mídia.
O que temos hoje, é um “Bonsai” (árvore em bandeja) como direita, cujo crescimento das copas foi podado por arranjos corporativistas, promovidos por iluminados praticantes do mesmo fisiologismo de sempre. Fisiologismo este, realizado entre partidos coligados com partidos pertencentes ao Foro de São Paulo e com a Rede, de Marina e George Soros.
A direita está sendo apresentada numa bandeja para o farto banquete da esquerda. Anotem.

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Cada vez mais me convenço de que o movimento comunista tem sido a ÚNICA força agente no cenário mundial. O resto é apenas “reação”, termo com que os próprios comunistas o descrevem com notável exatidão. Nos EUA isso se observa com uma clareza inegável. Desde a II Guerra o “establishment” americano, incluindo um exército inteiro de conservadores, tem como uma de suas principais ocupações acobertar — e portanto ajudar — a penetração comunista nos altos círculos do governo, tornando-a tanto mais poderosa e devastadora quanto mais invisível e imencionável. A campanha sórdida movida por democratas e republicanos contra o livro da Diana West, “American Betrayal”, e a imposição de silêncio quanto às investigações sobre os documentos falsos de Barack Hussein Obama não são apenas esforços de salvar as aparências. São serviços prestados à desinformação comunista com devoção canina.

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João Ricardo Nascimento: O senhor viu a ultima do Narloch, professor?

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Olavo de Carvalho Acabo de ver. Nunca vi estupidez tão criativa. Liberais não ganham eleições. Reacionários, sim.

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O advento da grande mídia democratizou a ignorância.

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Brasília Que se entende por “arquitetura conservadora”? Estilos meramente antigos, anteriores ao modernismo, não têm como ser considerados reações conservadoras a algo que ainda não existia. A única arquitetura conservadora que existe, e que existe como reação consciente à frieza pedante dos estilos modernistas, é a pós-moderna. que reintroduziu a cor e a vida na concepção dos edifícios, abrindo perspectivas imensas para a arte sacra do futuro.

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Muitas cidades têm o trânsito perpetuamente congestionado. Brasília também. A diferença é que ali você não pode nem estacionar o carro e sair andando. Leiam A. Barburov, “The Ideal Communist City”, e entenderão o espírito da coisa.

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Igualar as concepções tradicionais da arte à monumentalidade da arquitetura comunista e fascista — ambas diretamente emergidas do modernismo com o seu culto da energia, das máquinas, da velocidade e do progresso — é prova de uma incultura absolutamente intolerável.

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A crítica mais devastadora já feita a Brasília não veio de nenhum conservador, mas do antropólogo James Holston, em “The Modernist City”. E a tese dele é irrefutável: Brasília reforçou as estruturas de poder que prometia derrubar. Vinte anos de ditadura e a subseqüente apoteose do estamento burocrático não deixam margem a dúvidas.

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Brasília é uma cidade feita para ser vista de cima, de helicóptero, das janelas do Palácio da Alvorada ou de dentro de um carro oficial. Observada sob qualquer outro ângulo, é uma bosta.

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Mas nós sabemos que o termo tem aplicação bem mais ampla. Brasília está repleta de cocôs perigosos.

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Nada revela mais a vulgaridade de uma mente do que o assanhamento por místicas orientais acompanhado de uma sobranceira ignorância do cristianismo. Infelizmente isso é endêmico entre intelectuais universitários nos EUA.

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Mais vulgar ainda é o interesse por “mística cristã” sem um correspondente interesse pela ação real de Deus no mundo. Aí a alienação, sob aparência muito erudita e original, já chega ao nível da demência.

Como lidar com jornalistas Perguntas capciosas NUNCA devem ser respondidas, e sim devolvidas ao seu autor em versão piorada.

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Se afetações de bom-mocismo funcionassem, o Paulo Maluf seria presidente da República.

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Regra número um do entrevistado: A única finalidade de dar entrevista a um repórter mal intencionado é fazer o público rir da cara dele. Se não serve para isso, não serve para nada ou é até prejudicial.

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Se o entrevistador o humilha com uma pergunta maliciosa, tanto faz você responder com uma explosão de cólera ou fazer força para se controlar e parecer bom moço. Essas duas reações são puramente emocionais e seu resultado é sempre o mais puro MICO.

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Políticos e “formadores de opinião” liberais e conservadores em geral, aprendam de uma vez por todas: Um jornalista não é NUNCA um representante autorizado da opinião pública, ao qual você deva explicações sérias e polidas. É SEMPRE um canalha esquerdista que só quer POR NO SEU CU.

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Uma vez, num debate, o adversário acusou Abraham Lincoln de ser “homem de duas caras”. Lincoln, que era mais feio que hemorróida inflamada, respondeu: — Você acha que se eu tivesse duas caras eu estaria usando esta?

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NUNCA dê a um jornalista uma autoridade que ele não tem. Prove, calma e cinicamente, que ele não tem nenhuma. Entrevista não é sabatina, caralho.

Filosofia O enunciado de Spinoza, “Omnis determinatio est negatio” (Toda determinação é uma negação) tornou-se um dos dogmas fundantes da modernidade. Sem ele não haveria Hegel, nem Marx, nem racismo, nem desconstrucionismo, nem feminismo, nem ideologia de gênero, nem bosta nenhuma. E é um erro lógico tão monstruoso quanto o de Ferdinand de Saussure, que o repete ao reduzir o significado de uma palavra à “diferença entre ela e todas as outras”. Qualquer criança sabe o que é um pão sem nunca precisar pensar na diferença entre ele e uma pedra, ou entre ele e um gato. Quando você compra uma salsicha no supermercado, você leva para casa a positividade material da salsicha ou ou saco repleto de diferenças? Come a salsicha ou todas as negações possíveis da não-salsicha? Se fosse assim, a primeira salsicha não teria acabado de ser comida até hoje. Negações, por si, nada definem. São propriedades decorrentes da definição e nada mais. Quem tinha razão era Schelling: Com a modernidade, a filosofia caiu para um nível pueril.

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A característica mais geral e onipresente da filosofia moderna é a confusão entre a ordem do ser a a ordem do conhecer. Definir um objeto pelo nosso modo de conhecê-lo é como definir um elefante pelas propriedades das lentes com que o fotografamos. O esquema final pode até ser parecido, mas sempre ficará faltando a presença material do elefante. Na modernidade, todos os tigres são de papel até o dia em que eles comem o filósofo. Esse erro é endêmico. Está presente em Descartes, em Spinoza, em Kant, em Fichte, em Hegel e em todos os seus herdeiros. Ao longo de toda a modernidade, só Vico, Leibniz e Schelling escapam dessa armadilha.

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