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A luta essencial do nosso tempo

19 de julho de 2017 - 3:03:25

TODA a política contemporânea no Ocidente baseia-se na premissa de que o processo histórico mundial caminha inevitavelmente no sentido da maior liberdade, da eliminação de todas as desigualdades e de toda forma de exclusão.

Só há portanto duas correntes políticas possíveis: a legítima, que vai na direção do inevitável, e a ilegítima, que opõe a ele uma resistência obstinada e vã.

A total eliminação desta segunda corrente é tão inevitável quanto o sucesso universal da primeira.

Essa premissa e suas conseqüências não foram inventadas em maio de 1968. Elas apenas cristalizam numa fórmula simples uma teologia da História que veio se desenvolvendo desde o século XVII pelo menos.

Não conheço um só liberal ou conservador que não as aceite como verdades óbvias e inegáveis, tanto quanto as aceitam os socialistas e comunistas, contra os quais os liberais e conservadores, tentando deter a marcha em direção a um futuro que antevêem catastrófico, não fazem senão brandir os mesmos princípios que a puseram em movimento.

Isso quer dizer que todo o debate político contemporâneo, na medida em que se resuma a um confronto de ideologias, já está decidido de antemão, só restando aos liberais e conservadores tentar desacelerar uma queda que não podem deter e para a qual eles mesmos contribuem com fervor quase religioso.

Só é possível sair desse impasse mediante o reconhecimento (para a maioria, a descoberta) de que o curso real das coisas não depende de uma luta ideológica, mas da ampliação dos MEIOS DE AÇÃO, determinada, por sua vez, pelo progresso tecnológico que evolui independentemente e à margem da luta ideológica.

Quando se leva esse fator em consideração, torna-se claro que a sociedade, em vez de evoluir no sentido pretensamente inevitável acima mencionado, corre velozmente na direção do maior controle social e da consolidação de diferenças hierárquicas cada vez mais firmes e indestrutíveis.

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A luta essencial do nosso tempo NÃO É IDEOLÓGICA. É uma luta pelo controle dos MEIO DE AÇÃO. OU nós os democratizamos, ou eles nos estrangulam a pretexto de nos dar “mais direitos”.

 

  • José Amaro

    Quem ainda sobrevive no meio destas duas correntes políticas já percebeu que a turma das reformas torce pelo rápido desfecho para os velhinhos persistentes.

  • Forkert

    Democratizar os MEIOS de AÇÃO? Isso no mínimo precisa de uns mil anos de Seminário de Filosofia para ser explicado. Se é que isso tenha alguma explicação. Fala sério né “professor”.

    • Vavá

      Não estenda a sua burrice para os outros, meu caro. Você se superestima.

  • Robson La Luna Di Cola

    A maioria dos cidadãos brasileiros vive na era paleolítica. Não chegaram ainda ao mundo greco-romano. A grande missão das pessoas responsáveis e instruídas, é transmitir a cultura clássica para milhões e milhões de homens da caverna…

  • Forkert

    O que falta nesse mundo não é a crítica, porém a auto-crítica.

  • Matheus Galdino

    o que fazer olavo?