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Candidatos, realidade e abstratices

7 de julho de 2017 - 15:44:14

Nenhum plano econômico do mundo, por lindo que seja ou pareça, justifica que, num país onde o rígido controle de armas produziu setenta mil homicídios por ano, alguém em seu juízo perfeito vote num desarmamentista.

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Qualquer candidato a presidente que não dê prioridade máxima a garantir a segurança da população e salvar a educação nacional, não digo que não mereça o seu voto: Não merece nem a sua atenção.

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Quanto mais um candidato se esmera em mostrar seus talentos de economista, administrador e jurista, mais ele prova que só enxerga abstrações em vez dos problemas reais do povo.

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Numa hora em que setenta milhões de brasileiros estão sendo assassinados anualmente e a inteligência do povo decai a olhos vistos, um candidato exibir sapiência falando em “modelo institucional”, “superavit primário” e coisas similares só prova que ele é uma toupeira letrada.

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Se eu fosse candidato a presidente, meu programa de governo só teria três itens: (a) garantir a segurança da população; (b) impedir que analfabetos funcionais se tornassem professores; (c) tirar os nossos estudantes dos últimos lugares nos testes internacionais. Tudo o mais eu deixaria para o governo seguinte. Porque essas três coisas são tão difíceis que conseguir realizá-las numa só gestão seria quase um milagre.

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Gustavo H. M. Gabriel Costa: Professor quais seriam suas primeiras medidas para melhorar nossa lastimável educação?

Olavo de Carvalho: Fechar imediatamente todas as universidades, públicas ou privadas, que tivessem mais de trinta por cento de analfabetos funcionais entre seus formandos, e cassar os diplomas de todos eles.

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Se o QI nacional médio está CAINDO e se o cidadão não tem nenhuma garantia de não ser assassinado, TODOS OS DEMAIS PROBLEMAS PODEM FICAR PARA DEPOIS. Nada é mais grave do que estar burro e morto.

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Falar de economia para eleitores que estão cada vez mais burros e com um pé na cova é CINISMO.

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Mas, sacumé, no Brasil a norma é resolver todos os problemas e ficar inteligente depois.

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Se o sujeito aparecer falando muito de economia, mande logo tomar no cu.

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Para um povo alcançar a prosperidade, duas condições são absolutamente indispensáveis: (a) estar vivo, (b) ser inteligente. O resto, dá-se um jeito.

 

  • Luciano

    saiu errado os “milhões” aí, melhor corrigir por mil.