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O Jardim das Aflições religião e a mídia

2 de junho de 2017 - 14:14:07

Era óbvio, fatal e inevitável que o melhor filme já feito no Brasil seria ocasião, também, do MAIOR MICO já pago pela nossa classe cinematográfica.

A pequenez das consciências mede-se pela grandeza do que elas não enxergam.

O idiota tomou ao pé da letra as minhas palavras “Nem sei se tenho religião”, sem reparar que foram seguidas de uma afirmação taxativa da veracidade do dogma católico. Incapacidade de apreender nuances irônicas pode ser sintoma de doença mental, de analfabetismo, ou das duas coisas. De nenhuma outra.

Para pensar mais tarde. “O Senhor habita com os contritos de coração” (Isaías 57:15). Mas que é, realmente, um coração contrito? O desgosto que sentimos quando cometemos um pecado e nos acusamos perante a nossa consciência é que NÃO pode ser, pois essa emoção suscita uma agitação interior incompatível com a Presença de Deus, que não é Deus de confusão. Com certeza o coração contrito a que se refere a Bíblia é algo de TOTALMENTE DIFERENTE de qualquer emoção que possamos sentir perante nós mesmos ou perante o nosso próximo. Pelo que entendo, a contrição genuína é puramente espiritual e sem nenhum resíduo de agitação psicofísica. É algo que só pode florescer sob uma superfície de paz e de calma, não de tormento. Não é uma reação espontânea, mas um estado a ser conquistado.

Na verdade, não gosto muito da palavra “religião” quando aplicada ao cristianismo, que ela reduz automaticamente a um “sistema de crenças”. A quota de crenças no cristianismo é MÍNIMA e se refere sobretudo às promessas de Cristo. O resto é praticamente tudo fato comprovado, ao passo que em todos os “sistemas de crenças” a parte factual é mero complemento histórico e o conteúdo doutrinal é cem por cento crença, nada mais.

Definitivamente, o cristianismo não é uma espécie do mesmo gênero dos “sistemas de crenças”. Falar em “religiões”, incluindo-o, é uma concessão à mentalidade anticristã.

Despeito é desprezo fingido para camuflar uma inveja mortal.

Contribuição do Rafael Kenji Mekaro:
Foto: Matheus Bazzo

 

Nunca pensei que seria possível ilustrar tão literalmente o que eu havia escrito sobre o filistinismo moderno:

http://rioshow.oglobo.globo.com/…/o-jardim-das-aflicoes-181…

O instinto mais forte do filisteu moderno é o ódio mortal a tudo que o ultrapassa e supera. Ante qualquer sinal de grandeza, beleza, sabedoria ou santidade, sua reação imediata é tentar destruí-lo, mas, se isso for impossível, ao menos depreciá-lo para rebaixá-lo à sua própria estatura. Nem sempre ele recorre, para isso, à difamação direta, principalmente quando teme represálias. Às vezes segue uma via que lhe parece mais sutil, apropriando-se do objeto do seu ódio por meio da familiaridade fingida que o banaliza e emascula.

Mas o que eu mais gostei foi o animalzinho dizer que a “base” do meu pensamento filosófico é a “autonomia da consciência individual em oposição à tirania da coletividade”. Se isso fosse a “base” do meu pensamento, em vez de uma simples conclusão sobre assunto secundário, esse pensamento não mereceria dois segundos de atenção. O autor dessa nota é evidentemente um analfabeto em filosofia, se não em tudo o mais.

Sobre o Jardim das Aflições

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