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Ideologia de gênero: o ponto-chave da questão

24 de novembro de 2017 - 18:47:13

Não adianta argumentar contra a ideologia de gênero na base do “homem nasce homem, mulher nasce mulher”. Na prática, essa premissa está embutida em todo o discurso LGBT e nada pode contra ele. Nenhum homem desejaria tornar-se mulher se não reconhecesse que nasceu homem. Nem muito menos poderia ser homossexual sem identificar-se com o sexo em que nasceu. O ponto-chave da questão está a léguas desse tópico. O ponto-chave é o confronto entre o que um sujeito deseja parecer e o que outro consegue perceber — é a ânsia criminosa de destruir a percepção humana, obrigando cada pessoa a ver não o que ela vê, mas o que outros querem que ela veja.

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Obrigar um ser humano a fingir que enxerga uma mulher quando está de fato enxergando um homem, ou vice-versa, é a mais requintada violência psicológica que se pode imaginar. É destruir a confiança instintiva que ele tem no seu aparato de percepção, é assassinar a sua psique, é negar e suprimir a sua identidade, é reduzi-lo a mero instrumento dos desejos de um outro. É rebaixá-lo a uma condição inferior à do escravo, que, forçado à obediência exterior, conserva a sua liberdade de perceber, sentir e pensar.

Um legislador tem de ser infinitamente perverso para desejar impor isso como obrigação legal.

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Se um outro tem o poder de obrigar você a vê-lo como ele deseja ser visto, independentemente de como você o vê na realidade, ele tem DOMÍNIO TOTAL sobre a sua psique. Você é um nada, e ele é tudo.

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Qual a violência maior: chamar de homem um homem que deseja ser mulher, ou obrigar quem enxerga um homem a admitir que enxerga uma mulher? Qual dos dois bens em questão merece mais a tutela da Justiça: o desejo ou a percepção? A frustração do desejo produz incômodo e frustração, a repressão da percepção produz a dissonância cognitiva, a divisão da personalidade.

Haverá ainda, entre os legisladores e juristas brasileiros, um número suficiente de cérebros capazes de fazer essa avaliação comparativa?

Entre as celebridades, professores universitários e “formadores de opinião” em geral, parece que não há.

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TODO o discurso esquerdista, hoje em dia, consiste em dar a alguma pretensão absurda e desumana os ares de uma obviedade à qual ninguém pode razoavelmente se opor. Quase sempre isso se opera mediante a substancialização de algum termo formal e vazio erigido em símbolo e imantado de valor emocional. Alguns ouvintes, diante disso, são imediatamente vencidos pelo fascínio, outros sentem uma incomodidade que se expressa em explosões indignação irracional — tal a diferença entre massas esquerdistas e direitistas –, mas nem uns nem outros conseguem apreender a forma lógica da armadilha em que caíram.

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A “ideologia de gênero” é uma filosofia para inteligências lesadas pela exacerbação idolátrica do desejo.

 

  • Odilon Rocha

    Perfeito.
    Querem construir um novo mundo à fórceps, de forma artificial. Eis a bagunça e a imoralidade em que estão nos metendo.
    O ascetismo (evolução pessoal) consiste no domínio das sensações e desejos. Evidentemente, se trata de livre-arbítrio. Melhor, por livre e espontânea vontade.

  • Osvaldo Pereira Júnior

    O ápice da loucura acontece quando o sujeito decide mutilar o seu orgão genital para simular o orgão genital do sexo oposto. Nessa etapa, não estamos mais falando apenas de pessoas que sentem desejos por pessoas do mesmo sexo, mas sim de loucos varridos mesmo!

    Estamos lidando com pessoas extremamente problemáticas e que ao invés de receberem uma criminosa operação sexual pelo SUS, precisariam na verdade é de tratamento psiquiátrico ou quem sabe até mesmo acompanhamento espiritual dependendo do caso.

    Como bem disse o professor Olavo eu não posso ser obrigado a chamar um homem mutilado de mulher ou uma mulher mutilada de homem. Isso é querer me obrigar a enxergar algo que NÃO EXISTE!

    Não existe nada mais autoritário e criminoso do que isso.

  • ANDRÉ LUIZ VIEIRA DOS SANTOS

    Tudo isso se resume em apenas uma coisa: a civilização ocidental está em seu ocaso. Podemos espernear, nos debater, ou até mesmo ir viver numa cabana nas montanhas sem tv e internet para viver os últimos anos de nossas vidas sem ter que presenciar isso.

    Mesmo nos países da Europa central e do leste que ainda resistem em parte a essa derrocada civilizacional, ainda há o problema da baixa taxa de natalidade, o que os fará cair por outros meios.

    Essa transição entre o fim de uma civilização ocidental e outra que a sucederá completamente ainda deve durar mais uns 100 anos (o que para a História, é quase nada), mas se eu pudesse apostar no que virá depois, jogaria todas as minhas fichas no Califado universal.

    • Osvaldo Pereira Júnior

      O islã por pior que ele seja, ele pelo menos mantém o núcleo patriarcal familiar intacto mesmo que deformado em comparação ao núcleo familiar cristão. Ele também mantém o ativismo homosexual a distância sendo que esse ativismo é um dos principais gatilhos destruidores de uma civilização. Ou seja, no islã homens não querem ser mulheres e mulheres não querem ser homens.

      Já a civilização que está sendo criada em laboratório no ocidente é uma civilização totalmente fake e artificial que será composta por robôs e pessoas completamente deformadas moralmente e quiçá até mesmo geneticamente. Será impossível viver nessa sociedade sem a utilização de drogas alucinógenas principalmente no caso de cidadãos que estarão fora da elite. Não é atoa que um dos objetivos é a legalização de drogas afinal não será fácil dizer que 2+2 é 5 e nem que azul é vermelho.

      • ANDRÉ LUIZ VIEIRA DOS SANTOS

        Pessoalmente, não sou cristão, infelizmente. Digo “infelizmente” porque se eu tivesse fé ainda viveria com alguma esperança. Mas, mesmo sem fé religiosa, reconheço o modo de vida de uma civilização cristã (pelo menos como era até uns 20 ou 30 anos atrás) como o modo ideal de vida. Havia uma bússola comportamental.

        Hoje, não há nada.

        • Osvaldo Pereira Júnior

          O que você faz da vida meu caro?

          • ANDRÉ LUIZ VIEIRA DOS SANTOS

            Apenas sobrevivo, meu caro.

    • Smaile Clever de Oliveira

      Interessante a questão da transição civilizacional, ou SUBSTITUIÇÃO DA ARCAICA E CONSERVADORA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL! Como diria, jocosamente, o professor, “eu apostaria as minhas duas bolas do saco” que isso tende a acontecer neste século ainda. Entretanto, – e fazendo aqui um adendo apoiado nas aulas do professor O. de Carvalho – AINDA HÁ TRÊS PEDRAS NO CAMINHO DESSES CANALHAS GLOBALISTAS: UMA EM CADA PÉ, E, A TERCEIRA, NO SACO DELES. As duas primieiras, quais sejam: Estados Unidos e Israel, nações que ainda insistem em reafirmar sua forte nacionalidade. E a terceira, bem no meio dos culhões desses desgraçados, o CRISTIANISMO. Enquanto houver essas três pedras no caminho ( e olhe que para Drummond seria apenas uma! HAHA!) desses FDP essa transição não acontecerá! Quem viver verá!

      • ANDRÉ LUIZ VIEIRA DOS SANTOS

        Se a civilização ocidental é, em suas palavras, arcaica e conservadora, o que dizer então da civilização islâmica? Mas ainda prefiro o conservadorismo islâmico (até topo fazer as orações diárias e parar de beber minha cachaça) do que ver o mundinho hedonista que não se sustentará por mais do que 2 gerações. Mas isso é conversa jogada fora. Já estou velho demais para ver o desenrolar desses acontecimentos.

        • Smaile Clever de Oliveira

          André Luiz, acho que não me expressei adequadamente ou, pelo menos, de forma completa. Quando eu disse: “Interessante a questão da transição civilizacional, ou SUBSTITUIÇÃO DA ARCAICA E CONSERVADORA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL”, esqueci de dizer que essa afirmação é exatamente a dos que eu chamei de CANALHAS GLOBALISTAS. Claro que meu posicionamento é contra essa tirania GLOBAL, logicamente perceptível pelo que eu disse depois, não é mesmo? Óbvio que a nossa civilização OCIDENTAL inteira está sofrendo iminentes ataques e nós não podemos deixar o nossos valores cristãos e conservadores, que nos formaram uma civilização melhor, cairem por terra. Que Deus nos ajude, amigo!

      • Insider

        Que o Senhor dos Mundos o abençoe! Estamos em todos os lugares! E conquistaremos os corações de homens e mulheres corajosos que queiram construir uma Sociedade efetivamente Humana sem aberrações!
        Tabu é coisa de maricas! Nunca nos dobraremos ao modelo masculno ocidental: um lixo com as mulheres! Elas precisam de homens e não de ‘amigos’!
        Quem pensa que o Judaísmo ou o Cristianismo Primitivo são totalmente diferentes do Islam, que vá estudar!
        Conhecemos e estudamos todas as culturas e religiões do mundo, conforme o dito do Profeta Muhammad(que a Paz e as Bençãos recaiam sobre ele), vá China buscar o conhecimento!
        O Ocidente vive o seu momento final – ocaso – e não há como salvá-lo: seus inimigos estão dentro dele!
        E Allah é Oniouvinte e Onisciente e sabe mais!

        • Smaile Clever de Oliveira

          E quem são vocês que estão em “todos os lugares” como você disse? E por que você afirma “O Ocidente vive o seu momento final – ocaso – e não há como salvá-lo: seus inimigos estão dentro dele!”? Você é seguidor do Islã, rapaz? Não tem nome? Revele-se e mostre quem você é!

          • Insider

            Quem voce pensa que e pra falar assim? Kkkkkkkkkkkkkk! Esta com medo? Kkkkkkkkkkk

            Adsumus

          • Smaile Clever de Oliveira

            Isso é um acinte?

  • Candangus2

    Mas é justamente pra isso que servem as regras morais. Elas engendram a noção do que é certo ou errado dentro da psique humana, de forma que, quando o indivíduo se depara com uma situação que afronta a regra moral, ele não tem que ficar pensando: “puxa, será que isso é certou ou é errado…”. A reação é de repulsa, indignação – porque as regras morais geralmente estão relacionadas com conteúdos de forte carga emocional.
    Então, quando se se depara com políticos esquerdistas querendo aprovar um projeto de lei afastando a autoridade da família em prol de um ente estranho (geralmente estatal) que decidirá acerca da possibilidade de CASTRAÇÃO QUÍMICA de uma criança antes e durante a puberdade, e da sua MUTILAÇÃO e ESTERILIZAÇÃO, NÃO É PRECISO pensar duas vezes: o indivíduo moralmente sadio simplesmente sabe que tem algo de MUITO ERRADO nessa conduta, que é primeiramente percebida pela sua consciência como um ato IMORAL.
    E a resposta é imediata, de acusação moral com uma violência proporcional ao ato afrontoso. E isso está certo, é assim que tem de ser. Afrontas morais como essa têm de ser denunciadas, e nunca discutidas. Porque não podem ser negociadas, e sim, pura e simplesmente rejeitadas.

  • marcelo almeida

    A ideologia de gênero é o máximo da subversão ideológica esquerdopata.
    A despeito de tudo isso, todos os requisitos constitucionais necessários para uma intervenção militar no Brasil, já estão satisfeitos.
    Basta, Intervenção Militar já!

    • ANDRÉ LUIZ VIEIRA DOS SANTOS

      Embora eu seja totalmente a favor de uma intervenção militar, às vezes me coloco no lugar de algum de nossos generais e fico aqui pensando: “Em ’64 salvamos o país de se tornar uma Cuba gigante ou algo pior… Liquidamos alguns gatos pingados em combate (sim, gatos pingados… Já pensou se fizéssemos o que foi feito no Chile?) e depois saímos do poder atendendo o clamor geral. Mesmo assim, fomos jogados na lata de lixo da História… Agora, os acontecimentos provam que sempre estivemos com a razão, já que nenhum governo civil prestou após a redemocratização e agora vêm bater à porta da nossa caserna pedindo intervenção militar? Não… Vamos esperar mais um pouquinho… Talvez depois que os comunas começarem a tomar as casas dos ‘beautiful people’ politicamente corretos à força… Depois que os artistinhas da Globo perceberem que não adiantou nada ficar arrastando a bunda no chão para os esquerdopatas… Quando começar a correr o sangue pelas ruas… Quando isso acontecer, aí sim, talvez pensemos em começar a dar um lustro nas nossas baionetas…”

  • João Carlos Madoglio

    Xeque-mate, professor!
    Isto é debater o assunto, não a macaquice que existe por aí.

  • EDUARDO CARREIRO MACHADO

    Entendi Professor, este deveria ser o caminho que os nossos legisladores deveriam trilhar para impedir o avanço da ideologia de gênero.
    Temos direito de livre expressão de nossas percepções.

  • João Sena

    Um exemplo claro do que o Olavo está falando, diz respeito a atriz Taís Araújo. Ela não se conforma que sua filhinha goste de brincar de boneca e brinquedos domésticos. A atriz não entende o comportamento da filha. A falta de percepção da realidade por parte desse pessoal é algo assustador.