1. música

Teoria punhetológica da música

7 de julho de 2017 - 22:26:18

Ouvindo a Sinfonia número 1 de Serguei Rachmaninoff. Na estréia acharam uma bosta, mas hoje não podemos ouvi-la sem sentir que anuncia o fim do mundo. Coisa de um gênio extraordinário.

Gosto demais de Menselsohn. E Brahms queria ser um micro-Bach romântico.

Meus preferidos são Bach e Wagner.

Os livros da história da literatura e da música do Otto Maria Carpeaux são de primeira qualidade, mas semeados de pequenas ranhetices absurdas, como contra Charles Morgan, Giacomo Puccini e Serguei Rachmaninoff.

O Carpeaux era um sujeito muito nervoso, que por qualquer coisinha queria logo sair na porrada.
P. S. — Isso é comum nos gagos. Não conseguem xingar em tempo e querem logo abreviar o assunto.

Um cacoete mental dos mais deprimentes é o dos eruditos musicais que empinam os narizinhos diante de qualquer melodia facilmente reconhecível e a chamam de “populismo”. Como se o mérito da música erudita estivesse na sua dificuldade e não na inteligência da construção.

Separar a música das emoções é como reduzir a experiência sexual às sensações do pinto independentemente da buceta. É a teoria punhetológica da música.

Evaristo Neto Professor. Tem como fazer um POST desse sem palavrões pra eu mandar pra uma moça cheia de pudores com palavras? Gradicido

Olavo de Carvalho Não escrevo para mocinhas cheias de pudores.

João Pedro Magalhães Camargo Prof. Olavo, já li metade do livro do Carpeaux e ainda n entendi merda nenhuma desses problemas da música. Como faco pra entender de música e e saber q caralho está se passando?

Olavo de Carvalho Leia os livros do Victor Zuckerkandl .

Tiago Ramos Professor, seu post veio a calhar. Estou lendo a Estética de Dietrich von Hildebrand. Ainda estou no começo, mas justamente no primeiro capítulo ele afirma com argumentos Que me pareceram convincentes (se bem que eu não conheço o assunto muito a fundo) uma teoria dos valores segundo a qual a beleza existe independente das pessoas, dissociada das emoções. Ele critica Santayana duramente por afirmar que o valor “belo” só existe ligado às emoções. Se von Hildebrand está errado, será que o Sr. poderia (aqui ou no COF) explicar por que?

Olavo de Carvalho São questões diferentes. A objetividade da beleza é uma coisa, outra totalmente diversa é a redução da música a uma combinatória matemática, quando na verdade ela é uma seqüência de emoções auditivamente ordenadas num padrão matemático. É claro que a ordenação tem a sua beleza em si, mas beleza matemática não é beleza musical ainda.

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Stanley Oliveira Desculpe pelo off topic. Está aqui um retrato do momento sobre a popularidade de Jair Messias Bolsonaro. no nordeste Vale a pena assistir. Cita o professor Olavo. https://www.youtube.com/watch?v=vtPlqwPdFnw

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Na minha modesta opinião, de todos os cantores de ópera estreantes que têm aparecido em programas do tipo “America’s Got Talent”, nenhum se compara à garota romeno-americana Laura Bretan:

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Isto poderia ser tema de uma aula.

  • Thiago

    Foda.

    Ler Olavo é o equivalente a adubar o cérebro.

    • Thiago

      Seja o Jardim das Aflições, o Imbecil Coletivo ou um post no Foicebook.