1. Cultura

Nossa missão

21 de julho de 2017 - 1:36:34

Aos meus alunos: Nossa missão não é entrar na luta partidária, mas defender, conservar e enriquecer o patrimônio cultural da nação brasileira e da língua portuguesa. Não é disputar carguinhos no Parlamento ou influenciar eleições. É conquistar e conservar, por obras de mérito, a suprema autoridade intelectual e impor, pelo exemplo do nosso trabalho, um novo e mais alto padrão de moralidade que inspire ao povo a confiança nos valores essenciais e aos poderosos do dia o temor de infringi-los. Não é disputar cadeiras no parlamento, nas prefeituras, nos governos estaduais, nos ministérios ou mesmo na presidência da República. É disputar e tomar, pela superioridade intelectual avassaladora, cada cátedra universitária, cada coluna de jornal, cada espaço na TV e no mundo editorial, sem deixar um só lugarzinho vago para os picaretas, os cabos eleitorais e os aproveitadores.
Isso é um milhão de vezes mais importante do que qualquer eleição.

Mais vital e urgente do que ter um bom presidente da República ou um bom monarca é, para cada nação, ter uma classe intelectual que não possa ser subornada, ludibriada, seduzida ou intimidada pelos poderosos do dia.

É literalmente IMPOSSÍVEL restaurar a moralidade na política antes de restaurar a dignidade da vida intelectual.

Não se iludam com o poder da religião. Sem a dignidade da vida intelectual, ela se corrompe mais rapidamente do que consciência de político.

O clero inteiro — católico ou protestante — não é senão uma fração da classe intelectual. Para onde esta for, ele irá mais dia menos dia.

Uma coisa está provada: a partir do momento em que é institucionalizada, a vida intelectual tende a se corromper muito rapidamente. Portanto, não pensem em reformá-la com medidas oficiais.

Fui o primeiro a contestar a legitimidade do mandato do Temer — e contesto até hoje –, mas admito que este artigo diz a verdade:

http://www.imprensaviva.com/2017/06/corrupto-ou-nao-temer-lavou-alma-do.html