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Novas notas sobre o debate com Paulo Roberto de Almeida

13 de dezembro de 2017 - 0:48:36

O prof. Paulo Roberto de Almeida (f0to) queixa-se de não ter sido avisado de que sua entrevista ao Brasil Paralelo seria um debate. Eu também não fui, mas não me queixo. É um prazer poder conversar com alguém que personifica tão nitidamente a ideologia da Nova Ordem Global cuja existência ele nega.

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By the way, nem o nacionalismo nem o internacionalismo são valores absolutos, que possam ser consagrados numa “posicão doutrinal” definitiva. Tudo é questão de jeito, de motivo e de ocasião.

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Dizer que o globalismo foi inventado pelos nacionalistas é o mesmo que dizer que o anti-semitismo foi inventado pelos judeus. Inventar o nome para designar alguma coisa não é o mesmo que inventar a coisa.

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Já que o prof. Paulo Roberto de Almeida gosta de avisos prévios, lá vai um: Sempre que você chamar as minhas idéias de paranóicas, chamarei as suas de idiotas.

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A expressão “governo global” é uma figura de linguagem, uma metonímia. Designa um poder global informal pelo nome de uma instituição que não existe, que talvez não venha a existir nunca, mas de cujas funções ideais ele já exerce algumas na realidade.

Nenhum presidente do mundo ou parlamento global decretou oficialmente a agenda abortista, feminista, racialista ou gayzista, nem o controle politicamente correto da linguagem, nem o favorecimento legal aos criminosos, nem o desarmamentismo civil, nem o boicote geral ao cristianismo, nem a abertura das fronteiras à imigração em massa.

No entanto, todas essas medidas vêm sendo impostas em escala global com uma rapidez e uma eficiência avassaladoras, assim como a política de intimidação aos adversos e refratários, rotulados, com uniformidade mundial, de fascistas, neonazistas ou, na mais branda das hipóteses, de paranóicos e teóricos da conspiração.

Negar a existência de um poder global sob a alegação da dificuldade de constituir um governo mundial como entidade legalmente reconhecida é negar a existência de crimes sob a desculpa de que não são permitidos pelo Código Penal. É a apoteose do formalismo jurídico em oposição à realidade dos fatos.

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O fato de que todas essas agendas estejam sendo impostas simultaneamente em toda parte, exceto no Islam e na Rússia, é a prova definitiva da concorrência entre os três esquemas globalistas, que mencionei no debate com o prof. Duguin.

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Dizer que nenhuma dessas agendas foi imposta pela força, que os governos nacionais as aceitaram espontaneamente, só prova uma coisa: que em inúmeros países a classe governante já aderiu à ideologia globalista e a impõe a seu próprio povo por vontade própria. Isso é a prova cabal de que o globalismo já possui a HEGEMONIA, e uma hegemonia não se impõe sem o trabalho de inumeráveis agentes de influência, com muito planejamento e investimentos colossais. ISSO é o poder global.

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Em geral os intelectuais acadêmicos e especialmente os cientistas sociais estão, ao menos hoje em dia, mais propensos a acreditar que são dirigidos por entidades abstratas, como as instituições ou as classes sociais, do que a admitir que estão sob o poder de algum indivíduo ou grupo determinado. No entanto, é duvidoso que as instituições e classes sociais “pensem”, e o modo como essas entidades sem cérebro atuam sobre a alma e a conduta de pessoas detentoras de cérebros é ainda um problema nebuloso, na melhor das hipóteses. Em contrapartida, a diferença de poder e de horizonte de consciência entre indivíduos é um dos fatos mais patentes e mais abundantemente confirmados pela experiência desde a antiguidade. Considero-a mesmo uma das propriedades distintivas da espécie humana, sem paralelo entre os outros animais. Terão as ciências sociais feito um juramento de sempre desprezar o óbvio em favor de hipóteses rebuscadas e impossíveis de provar?

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Imagino, por exemplo, Josef Stalin no seu gabinete, em comparação com um prisioneiro que morre à míngua no fundo do Gulag. O primeiro determina, com uma canetada, o destino de milhões de pessoas, enquanto o segundo mal pode mover o próprio corpo. Um aproxima-se da onipotência na mesma medida em que o outro naufraga na impotência, NENHUM fenômeno parecido se observou jamais no reino animal. Em contrapartida, nenhuma época da História deixou de presenciar os sinais patentes de alguma diferença de poder entre seres humanos, similar à que assinalei.

 

  • Steven Krutszys

    Tá, mas não devemos descartar a possibilidade de que as FARC contrataram a jovem em comento para executar o atentado e por algum motivo a mesma acabou sendo vitimada pelo mesmo.

  • José Amaro

    O que aconteceu com Ricardo Puentes Melo? Também não o reconheci neste momento.

  • marcelo almeida

    É meu caro Olavinho!
    E o senhor achava que ele era culto e honesto…

  • G H

    “No início de seu governo, FHC chegou a comparar a globalização a um novo “Renascimento”, o que foi revisto mais tarde… Em contraste com essa disposição para reformar aspectos específicos da arquitetura financeira internacional, o candidato do PT e alguns expoentes associados ao governo Lula proclamavam uma mensagem basicamente similar àquela veiculada pelo Foro Social Mundial, no sentido de que “um novo mundo (seria) possível”, com uma condenação de princípio da globalização capitalista. Essa postura foi obviamente revista na condução prática da política econômica externa do governo Lula… FHC era muito bem visto em Davos e mantinha relações cordiais com vários líderes regularmente convidados para o Foro Econômico Mundial… Lula, em contraste, mantinha, na fase preliminar ao governo, uma postura de sim enfático a Porto Alegre e de um sonoro não a Davos. Depois, buscando um diálogo realista com os dois mundos, ele realizou a proeza de falar (em janeiro de 2003, no início de seu governo) aos participantes de Porto Alegre e dirigir-se, logo em seguida, aos “capitalistas” de Davos, mantendo substancialmente o mesmo discurso nos dois foros. Ele também foi convidado a reunir-se (em junho de 2003, em Evian) com os líderes do G-8, a convite do presidente francês Jacques Chirac e levou a mesma mensagem que repetiria três meses mais tarde na ONU: a necessidade de combater a fome e a pobreza mundial, mediante um fundo a ser alimentado se possível com a taxação de capitais voláteis ou sobre o comércio de armas… Com respeito às políticas preconizadas em cada um dos universos, pró- e antiglobalização, parece claro que FHC ostentava uma aceitação implícita do Consenso de Washington e de suas principais premissas, enquanto Lula e o PT nunca esconderam sua recusa explícita ao Consenso de Washington… Na prática, não foram registradas diferenças notáveis entre os dois governos em termos de orientações econômicas, inclusive externas”…
    Acima alguns recortes do trabalho ‘Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula’ de Paulo Roberto de Almeida de maio de 2004. Bem, mais de 13 anos se passaram e talvez as linhas acima não contemplem a visão do diplomata hoje.

  • Candangus2

    O seu Paulo estava, na maior parte do tempo, lendo um texto, e de vez em quando metia a folha que segurava na frente da câmera, atrapalhando o vídeo.
    Como todo “liberal”, luta pela globalização, com medo que os “nacionalismos protecionistas” barrem o livre fluxo de capital no mercado mundial. E negam – ingenuamente ou ardilosamente? – a existência de uma pauta esquerdista de controle populacional através da falácia da proteção das minorias e da imposição do politicamente correto, pauta financiada pelos metacapitalistas. Bom, o Olavo foi muito melhor em suas exposições, mesmo que o Paulo insista que não sabia se tratar de um debate.

  • Osvaldo Pereira Júnior

    Se um dia existir um governo global unificado esse governo será dominado pelos eurasianos russo-chineses.

    Um ocidente ateu e sem famílias fortes será incapaz de parar os eurasianos pois não haverão homens suficientes para lutar em um provável conflito.

    A elite ocidental está apostando todas as suas fichas na tecnologia militar de ponta, assim como na biotecnologia. O problema é que os eurasianos também tem suas pesquisas próprias nesses ramos.

    Conclusão da estória é que de um lado você terá um ocidente com tecnologia de ponta mas sem homens disponíveis em número suficiente e do outro lado você terá a Eurásia também com tecnologia de ponta e com muitos homens disponíveis.

    Resultado: O segundo vencerá.

    A elite ocidental está simplesmente se suicidando a longo prazo com essas políticas suicidas de gayzismo, aborto e engenharia social.

    • Candangus2

      Ah, mas não subestime a força atrativa que o Islã tem sobre o psiquismo de homens e mulheres. A religiosidade é uma necessidade do ser humano, de caráter espiritual e psíquico, e o Islã tem um apelo muito forte, prometendo o exercício da masculinidade e da feminilidade sem culpas. O homem pode ceder aos apelos dos seus instintos de dominação sobre as mulheres, até mesmo casando com mais de uma. A agressividade é estimulada. As mulheres também podem ceder aos instintos maternais se dedicando à família e filhos, sem pressão pra se comportarem como homens competindo em um mercado de trabalho estressante. Veja quantos jovens europeus, de ambos os sexos, fugiram dos seus lares pra engrossar as fileiras do Estado Islâmico.

      • Osvaldo Pereira Júnior

        Isso acontece porque no ocidente a imprensa ainda é um pouquinho livre e pode por exemplo comentar sobre o islã e mostrar que a família islãmica mesmo que seja um estilo de família deturpada e extremamente machista e até mesmo misôgina ainda é melhor do que um mundo sem famílias ou só de viados e sapatões.

        Já em um mundo dominado totalmente pelos globalistas ocidentais ou pelos eurasianos russo-chineses isso não existirá mais e o islã será totalmente banido da mídia que será estatal. Não só o islã mas o cristianismo o judaísmo e qualquer outra religião será banida e proibida em público.

        Mesquitas e qualquer outro tipo de religião será totalmente banida fazendo com que as pessoas se tornem inevitavelmente ateístas com as poucas que ainda tenham religião sendo obrigadas e exercer sua fé em casa as escondidas. Não haverá espaço cultural para mudanças sociais naturais, portanto não haverá espaço para o aumento do número de religiosos islãmicos ou cristãos pois não haverá circulação livre de informação e essas denominações serão banidas e proibidas.

        Creio que esta talvez seja a grande tribulação ao qual a Bíblia se refere no reinado do anti-cristo.

      • Newton (ArkAngel)

        Eu já acho que o Islã apela para os instintos mais primitivos que estão latentes em quase todos os homens, e só uma disciplina e educação ferrenhas conseguem domar tais instintos. Permitir que o homem possua várias mulheres, estimular o sexo e a dominação, e de quebra prometer 72 virgens após a morte é um pacote por demais atrativo para aqueles que têm a cabeça meio fraca.
        As mulheres, coitadas, apenas existem para satisfazer os homens. E as feminazis nada fazem quando uma dessas mulheres é apedrejada por qualquer coisa à toa que tenha feito e desagradou seu dono.

  • Rafael

    Uma das mais interessantes teorias da conspiração que já vi.

    • Osvaldo Pereira Júnior

      FSB russo assina embaixo no que você diz.

    • Tulio Stephanini

      A ONU aplaude com fervor camarada.

    • Gregório Manoel

      É interessante que as intenções dos caras estão todas documentadas (passaram 100 anos escrevendo livros sobre isso, não apenas mostrando as intenções, mas as estratégias) e é tudo público (algumas até em web site oficial), mas sempre aparece um que acha que, só porque nunca ouviu falar do assunto, então não existe.

  • Santiago Gomez

    Que sacanagem do Brasil para lênin!

  • Marcell

    Como será o fim da religião falsa?

    Imagine a cena: uma prostituta está montada numa fera assustadora. A fera tem sete cabeças e dez chifres. (Revelação 17:1-4) A quem a prostituta representa? Ela exerce influência “sobre os reis da terra”. Veste-se de púrpura, usa incenso e é extremamente rica. Além disso, ‘todas as nações são desencaminhadas’ pelas práticas espíritas dela. (Revelação 17:18; 18:12, 13, 23) A Bíblia nos ajuda a entender que essa prostituta é uma entidade religiosa mundial. Ela não representa uma religião específica, mas todas as religiões que produzem frutos podres.

    A fera em que a prostituta está montada representa poderes políticos do mundo.*(Revelação 17:10-13) A religião falsa está montada nessa fera política, tentando influenciar suas decisões e controlar seu rumo.

    Em breve, porém, acontecerá algo espantoso. “Os dez chifres que viste, e a fera, estes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo.” (Revelação 17:16) Numa manobra repentina e chocante, poderes políticos do mundo se virarão contra a religião falsa e a destruirão completamente! O que desencadeará essa ação? O livro bíblico de Revelação responde: “Deus pôs nos seus corações executarem o pensamento dele.” (Revelação 17:17) Sim, Deus exigirá da religião falsa uma prestação de contas por todos os atos repugnantes que ela cometeu em Seu nome. Agindo com perfeita justiça, Deus usará os amantes políticos dela como seu instrumento de execução.

    • É a do que arde no inferno, Lutero, pois não?
      Calvino também está lá…..

  • Hattori Hanzo

    “Já que o prof. Paulo Roberto de Almeida gosta de avisos prévios, lá vai um: Sempre que você chamar as minhas idéias de paranóicas, chamarei as suas de idiotas.”
    SENSACIONAL…touché!

  • Ricardo Peres

    Na próxima vez que quiserem fazer um debate com o Olavo, é melhor pegar alguém minimamente capacitado, senão vai ser complicado…quer dizer, imagina o Nelson Ned querendo jogar basquete com o Michael Jordan…fala sério…

    • Osvaldo Pereira Júnior

      Igual o Grêmio querendo atacar e partir pra cima do Real Madri amanhã.

  • Rodrigo Vitor Silva

    Se fosse eu não voltava mais em um debate com o Prof. Olavo.

  • Alexandre Patriarca

    Nossa, vi um bom trecho do vídeo no Brasil Paralelo e me deu aflição de ouvir o Dr. Paulo Roberto! Quando alguém diz que “não é nem de esquerda nem de direita, mas um racionalista”, pode contar que é um tremendo comunista enrustido com vergonha de assumir. Prof. Olavo de Carvalho é nota 10!

    • Pedrão de Cunha

      O cinísmo desse colaborador comunista é de dar nojo em urubu!

      • a Savaget from Portugal

        No início da conversa o palhacete já se auto-denuncia ao dizer que “não é de esquerda nem direita” mas sim um “racionalista” . Esse malabarismo esta na moda dentro da política, a líder do partido Ciudadanos fez isso, o Emanuel Macron fez isso, o Rui Rio (Bilderberg) em Portugal com certeza que também vai fazer isso, e todos eles são pró URSS… perdão UE*

    • MRBlack Takitos

      Ficou mais que provado que o Pf. Paulo é apenas mais um cientificista, dos bem despreparados ainda. Veja a diferença do calibre intelectual dele para com o Pf. Olavo, mesmo os dois sendo pegos de surpresa em um debate, Pf. Olavo debateu sem nenhuma dificuldade e, imagino eu, que em vários momentos pensara consigo mesmo “de novo esta porrrrrrra caralho?”

      Há poucos no mundo capazes de debater de igual pra igual com o Olavo. Desde Dugin, acredito eu, que este foi o debate mais próximo do nível do Olavo, mas ainda assim está bem longe.

      Ainda assim creio que foi muito produtivo, me deu até vontade de algum dia poder ver um debate dele com Augustus Nicodemus por exemplo, possivelmente de cunho religioso, este sim seria um debate mais à altura do Pf. Olavo, ia ficar marcado na história, com certeza.

  • Luiz F Moran

    Assistindo ao debate fica fácil concluir que há um abismo intransponível entre o conhecimento que o Olavo de Carvalho possui e esse prof. de economia, o liberal Paulo Roberto.
    Pacientemente e educadamente Olavo expôs em vão o seu ponto de vista com exemplos concretos citando diversas fontes e vasta bibliografia, pois nada fazia o seu interlocutor mudar de posição, mantendo-se irredutível e afimando do alto de seu economês suas impressões sobre o que ele chamou de “fantasmagórico” governo mundial.
    É realmente sintomático e preocupante que uma pessoa que possui vários título acadêmicos, como no caso do prof. Paulo Roberto, um militante da escola liberal de economia, crítico ferrenho do socialismo e um ator influente no meio acadêmico nacional, possa ser tão míope e teimoso quanto ao que se passa no mundo hoje, especialmente no ocidente.

    • João Sena

      Foi essa também minha impressão.

  • Luiz Graça

    As analises do Prof Paulo Roberto são tão pueris que ficam duvidas profundas em relação a sua capacidade de conhecimento ou ao seu caráter.

  • João Sena

    Hoje assisti o debate. Realmente, o prof. Paulo Roberto está atrelado a uma concepção econômica quando faz analise dos problemas que ocorrem no mundo. Ele atribui a este processo de massificação social, bem como a destruição dos valores culturais dos países, a pura e simples questão da globalização das economias. Por achar que um governo mundial não é possível, não considera o movimento globalista. É lamentável que a pessoa do porte do prof. Paulo Roberto se deixe limitar dessa forma. O prof. Olavo explicou, explicou, mas parece que ele não entendeu.

  • Tatiana Bragança de Azevedo De

    Perfeita análise,como sempre Prof Olavo ! E adorei suas colocaçoes no debate ,concordo com todas elas…