1. Brasil
  2. Cultura
  3. Mídia

O caso Reinaldo José Lopes e o analfabetismo funcional na grande mídia

4 de dezembro de 2017 - 15:34:30

Reinaldo José Lopes, colunista da Fôia, incapaz, como todos os foísticos e semi-intelectuais similares, de apreender o sentido de conjunto da minha obra e discuti-la, apega-se a detalhes irrisórios mencionados de passagem numa declaração oral, e mesmo ao contestar essas coisinhas se mela todo. Exemplo:

“Temos as duas grandes bobagens ditas por Olavo de Carvalho [no ‘Brasil Paralelo’]. A primeira foi dizer que o império islâmico, o primeiro grande califado da história, foi muito mais tirânico com seus súditos do que o Império Romano, que ‘dava cidadania para todo mundo de cara’. Bobeira: na maior parte dos séculos de domínio romano, 90% ou mais da população do império não tinha direitos políticos, não era cidadã.”

Ai, meu saco. Essa turma não perde uma oportunidade de não entender alguma coisa. É ÓBVIO que eu não quis dizer que o Império distribuía cidadanias como chicletes. Está subentendido que as dava a quem fosse a Roma solicitá-las, não a qualquer zé-mané que morasse no cu do judas. A objeção do Lopes é o típico “homem de palha”: dar à opinião do adversário o sentido mais absurdo disponível, e aí contestá-la com a maior facilidade.

Ademais, numa comparação com o supostamente bondoso império islâmico, não consta que o Império Romano mandasse capar os escravos que aprisionava. Os islâmicos fizeram pelo menos vinte milhões se escravos na África, e caparam oitenta por cento dos homens. A escravidão islâmica foi genocídio puro e simples. Pior, para empreendê-lo, foram eles os primeiros a inventar as teorias da inferioridade racial negra, já desde o século XI da nossa era.

Segunda: “Carvalho reforça muito a ideia de que grupos não muçulmanos eram oprimidos pelo califado… A pressão para conversão ao islamismo demorou séculos para aparecer, por motivos econômicos.”

Caraio, esse sujeito não sabe NADA de história islâmica. As conversões forçadas começaram DESDE O PRIMEIRO DIA da expansão islâmica, impostas por Maomé em pessoa.

P.S. – Nenhum intelequituar foístico deveria puxar discussão sobre história islâmica com o autor de um livro a respeito premiado pelo governo da Arábia Saudita.

* * *

A expressão oral improvisada tende naturalmente às generalizações hiperbólicas, na esperança de que o ouvinte as entenderá com o devido senso das proporções. Dizer que o Império Romano dava cidadania a “todo mundo” é obviamente um desses casos. Se nem mesmo os moradores da própria Roma eram todos cidadãos, por que o seriam os das nações ocupadas? O que a expressão quer dizer é apenas que, em princípio, Roma não excluía estes últimos do direito à cidadania. Qualquer pessoa alfabetizada nota isso à primeira vista, mas tal não é o caso do Reinaldo José Lopes, que, como bom analfabeto funcional, atribui ao vago hiperbolismo a literalidade de uma exatidão matemática e em seguida se pavoneia de refutar um erro que é da sua própria invenção, não da minha. Para piorar ainda mais, ele completa a exibição de burrice com chave de ouro, hiperbolizando em proporções demenciais NUM TEXTO ESCRITO E REVISTO e afirmando que, com essa imprecisão de detalhe, AFUNDEI o “Brasil Paralelo”.

  • Osvaldo Pereira Júnior

    Qualquer sujeito que tive-se seu país natal anexado pelo Império Romano e quisesse a cidadania romana teria que servir no exercito romano durante um certo tempo.

    Depois que o serviço militar fosse prestado,qualquer Zé Mané poderia se tornar um cidadão romano se assim quisesse, mesmo aquele que mora-se no cú do Judas como disse o professor.

  • Danilo Dalla Vecchia

    Pelo menos esse ”cúlunista” assistiu Brasil paralelo , e deve ter aprendido algo de novo . Não é tão toupeira quanto Guga Chacra o desinformante profissional da roubo news , e seu terço de tolices diárias . Se esses jornalecos não tivessem fundos estatais já teriam falido a décadas . É o povão sustentando toda essa farsa esse teatro , para ser enganado .

  • Odilon Rocha

    O cara é da Folha? Nem vale a pena perder tempo.

  • marcelo almeida

    Quem pensa deveria cancelar a assinatura dessa “Foia” incontinentemente.

  • pauloemanuelbrazil

    em toda a Historia do Imperio Romano NUNCA existiu algo como o mercado de escravos de Zanzibar , o maior mercado de escravos da Historia Humana ( a Foia deveria saber disso …) de 11.000.000 a 18.000.000 de almas foram vendidas ou assassinadas neste local que funcionou de 600 A.D. até 1867 A.D. quando a Rainha Vitoria mandou fechar o ” mercado” a tiros de canhão ( Royal Navy ) relatos de viajantes nada ficam a dever a descrição de Auschiwtz ou de um Gulag …só lembrando a Foia , no Livro de Atos dos Apostolos , é descrito o episodio em que o Proconsul Porcio Festo manda libertar Paulo ( Saulo ) por falta de provas e ele não ia condenar ninguem baseado em testemunhos apenas …………..
    .

  • pauloemanuelbrazil

    Quando o general mongol Hulagu ; a mando de Kubilai Khan ; exterminou o ultimo Califa e destruiu toda a Bagda , houve jubilo e alegria entre os cristão do Oriente Medio …Hulagu era considerado um libertador ( e foi ) e enviado de Deus !!!( Renne Grousset, Le Empire de las Steppes )

  • marcelo almeida

    Não é analfabetismo da mídia. Antes fosse. É canalhice mesmo. Só existem dois tipos de esquerdalha: o desonesto que leva vantagem e o inocente, que não sabe de nada…

    • Renato Lorenzoni Perim

      E vamos combinar que inocente a essa altura dos acontecimentos, em pleno ano de 2017, era digital, informação instantânea, etc, etc, etc, o cara precisa se esforçar muito mesmo pra ser inocente.

  • Hattori Hanzo
  • Felipe Toget

    É o cenário daquele grande conluio destrutivo brasileiro: os três poderes + a grande imprensa contra o resto.

  • Rafael Cordon

    A arrogância do Olavo só não é maior que sua capacidade de soar patético para justificar o injustificável. Ou de seus seguidores para umedecer suas bolas, mesmo quando seu erro crasso está cristalino. Se apenas 10% da população do Império Romano era considerada cidadã, porcentagem essa não contestada pelo Olavo, dizer que o império “distribuía cidadania para todos, de cara” é, para usar as palavras do próprio, “o sentido mais absurdo disponível” para forçar uma situação de benevolência política que simplesmente não condizia com a realidade. E daí o Olavo ainda tem a pachorra de dizer que é “óbvio” (em caixa alta, para reforçar a obviedade) que ele não quis dizer que a cidadania era distribuída como chicletes, mas (pasmem!) somente para aqueles que fossem à Roma solicitá-las! Isso é puro malabarismo boçal para tentar disfarçar a vergonha de ter sido refutado publicamente, coisa que sua arrogância não pode conceber.

    “Para todos”, Olavo, é uma expressão muito mais próxima de contemplar a totalidade, com o perdão da tautologia, do que 1 em cada dez.

    Não sei se sinto mais vergonha alheia do Olavo ou de quem bate palma pra ele dançar…

    • Candangus2

      Ô putinha de Stalin, é o seguinte: você é burro o bastante de ficar batendo na mesma tecla desafinada que seu amiguinho gay da folha bateu, quando o texto é muito claro: o vocábulo TIRANIA não é sinônimo de CONCESSÃO DE CIDADANIA. O idiota pega UM aspecto do Império Islâmico em que ele é mais benevolente que o Império Romano. Aí generaliza, pronto, o último é mais tirânico, e o Olavo falou besteira… Vocês estão superestimando a burrice do seu público. Quer dizer então que CORTAR AS BOLAS de 80% dos escravos é menos TIRÂNICO do que deixar de conceder CIDADANIA a 90% da população? Bom, você, muito provavelmente, não usa as suas bolas, pra desprezar elas tanto assim. Deve usar mais o seu cu, pra pensar e escrever.

      • Rafael Cordon

        Hahahahahaha. Claro. Por criticar Olavo, seu ídolo sagrado, virei putinha de Stálin… Você é patético. Mas vamos lá:

        1) não tenho nenhum amiguinho na folha, tampouco faço distinção imbecil entre quem e gay ou não, como se a orientação sexual de alguém fosse fator relevante no debate do que quer que seja.

        2) pode fazer o malabarismo argumentativo que bem entender. O próprio Olavo tentou. “Para todos” remete à totalidade de algo. E o império romano somente a concedida para 10% de sua população. Logo, dizer que Roma concedia cidadania para todos é pura ignorância histórica ou gramatical.

        3) Olavo, sendo refutado, não tem a humildade e a dignidade de reconhecer seu erro. Daí diz pateticamente que ele não quis dizer o que havia dito. É ridículo. E ainda se justifica dizendo que quem queria ser cidadão, bastava pedir cidadania diretamente à Roma. É um misto de desonestistade intelectual com prepotência.

        4) não estou discutindo demais questões do império islâmico ou romano. O ponto aqui é bem específico, quer seja, a questão da cidadania romana e de como esta foi abordada pelo Olavo. O que você está fazendo é tão somente buscar subterfúgios externos para disfarçar sua incapacidade de justificar o que é injustificável.

        5) se você tem tanta fixação sexual assim em bolas e cus para usar isso como argumento num debate entre adultos, te sugiro uma consulta urgente com um bom terapeuta. Imagino que você deve ter uma vida sexual e mesmo sentimental muito frustrante.

        Beijo de luz.

        • Candangus2

          Patético é você e sua corja esquerdista. E não adianta: repetir a mesma merda de argumento não vai tornar ele válido. Foi-se o tempo em que vocês venciam pelo cansaço.
          Não dá pra desenhar aqui, mas quem sabe se desse o beijoqueiro iluminado (vá beijar sua mamãezinha) entenderia! O mal caráter do Reinaldo José Lopes (será mal dos Reinaldos???) quer contestar a ideia de que O CALIFADO ISLÂMICO foi um regime muito mais tirânico do que O IMPÉRIO ROMANO, invalidando a ideia ao atacar uma pequena generalização feita pelo Olavo, de que era fácil conseguir a cidadania romana (óbvio que é uma generalização, e que os conceitos de “fácil” devem ser comparados com outros sistemas de concessão de cidadania, na mesma época; se 5% é a média de estrangeiros que conseguem cidadania em outro império, após a conquista, não é um número significativo, mas 10% OBVIAMENTE É MAIS FÁCIL!!!!). Mas em nenhum momento o Olavo disse que O MOTIVO do I.R. ser menos tirânico era a FACILIDADE DE CONSEGUIR CIDADANIA. Qualquer um que saiba interpretar um texto sabe que o Olavo enumerou um fator, deu um exemplo, entre inúmeros que podem ser dados.
          Aí vem você e me diz que “não estou discutindo demais questões do império islâmico ou romano”. Pqp, é essa discussão, caramba! Vocês da esquerda provam cada vez mais que ser burro (ou mau caráter, ou as duas coisas) é REQUISITO pra ser da sua turminha. Seu Reinaldo é analfabeto funcional ou manipulador? Qual será o pior defeito pra um jornalista? Sinceramente não sei.
          Rinaldo tem cara de gay, por isso o chamei de gay. Porque? Ser gay é algum demérito? Se você acha que sim, você é um HOMOFÓBICO.
          Engraçado, pra mim é natural ter fixação sexual nas minhas bolas – porque elas fazem parte do meu órgão sexual (graças ao bom Deus não encarnei pra ser escravo dos mulçumanos naquela época dos eunucos) Já a fixação no cu é da sua parte.

    • Newton (ArkAngel)

      O que Olavo quis dizer ao afirmar “que Roma dava cidadania a todo mundo”, não é que de fato todos que quisessem automaticamente obteriam tal cidadania, mas sim, que, pelo menos em teoria, qualquer pessoa, inclusive das nações dominadas, teria a possibilidade de ser cidadão romano…claro que, na prática, em uma sociedade na qual nem 10% do povo era considerado cidadão, isto seria extremamente difícil. É a mesma coisa aqui no Brasil: teoricamente, qualquer cidadão brasileiro pode vir a ser o presidente da república, embora, em termos práticos, seja uma possibilidade extremamente remota. Mas não impossível, e temos provas disso.
      Na questão da história islâmica…bem, Olavo recebeu o Primeiro Prêmio em concurso de ensaios sobre história islâmica, instituído pela Embaixada do Reino da Arábia Saudita em 1986. Acredito que ele conheça bem tal história.

  • Jacson Calado

    Quanto mais estudo o Olavo mais aprendo com ele Deus esteja sempre contigo meu armão!

  • Igor

    Como Olavo de Carvalho pode “afundar o Brasil Paralelo” se ele é o principal interlocutor e inspirador do congresso?