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O debate com Paulo Roberto de Almeida

8 de dezembro de 2017 - 5:49:50

Tive hoje um debate no Brasil Paralelo com o prof. Paulo Roberto de Almeida (foto). É um homem inteligente, culto e honesto, infelizmente, a meu ver, limitado pela perspectiva diplomática e econômica que é a sua área de atuação, e um tanto insensível, por isso, aos aspectos culturais e psico-sociais mais sutis do processo globalizante. Ele tem razão ao dizer que o governo mundial é impossível, mas a impossibilidade de uma meta não prova a inexistência do movimento destinado a promovê-la. A economia comunista também era impossível, mas quantos, para realizá-la, não deram suas vidas e as alheias? O prof. Almeida se diz um racionalista, e o problema é exatamente esse: nenhuma análise histórica é mais arriscada do que aquela baseada na premissa de que todas as ações devem ser explicadas por um cálculo racional de interesses objetivos. Outro ponto importante, que não houve tempo de explorar no debate, é o seguinte: metas de enorme alcance como o socialismo, o califado universal ou qualquer tipo de império mundial são por natureza difíceis de definir e mais ainda de descrever no seu estado final pretendido. Por isso sua imagem se subdivide em metas parciais e estas, em vez da meta final, concentram os esforços e o entusiasmo dos seus adeptos. Assim a meta final pode ser adiada indefinidamente e até desaparecer das consciências sem deixar de ser o polo aglutinador e orientador ao qual, como a uma nebulosa imagem mítica, convergem milhares de esforços até inconexos. Karl Marx foi propositadamente vago quanto à sociedade socialista ideal porque só assim seria possível, por meio da confusão dialética da “praxis”, articular estrategicamente o previsível e o imprevisível, o racional e o irracional. Com o “governo mundial” passa-se exatamente a mesma coisa. Não se vê em parte alguma um plano racional detalhado para construi-lo, mas nem por isso ele deixa de ser o inspirador remoto de milhares de iniciativas independentes que convergem na sua direção.

P. S. – O debate irá ao ar na semana que vem.

Eugênio Bruno: O tema do debate era a possibilidade ou não de um governo mundial, professor?

 

  • Osvaldo Pereira Júnior

    Não é preciso a criação de um governo global pleno para transformar a humanidade em uma massa de zumbis a serviço de algumas elites. Basta a criação de superpotências regionais que eliminem de uma vez por todas a herança romano-judaico-cristã.

    Isso já está sendo tentado com esses três poderes globalistas (União Européia, Eurásia e mundo islãmico).

    Cada um desses três blocos tem seu estilo particular de escravizar pessoas. A ONU possui um estilo mais psicológico enquanto que a Eurásia possui um estilo físico e o mundo islãmico um estilo fanático religioso.

    Ou seja, no ocidente os escravos serão impedidos de dizer que um travesti é um homem, enquanto que na Eurásia o escravo não poderá dizer que o partido é corrupto e no mundo islãmico será proibido dizer que o islã é uma farsa.

    Não precisamos temer o governo global pois haverá ditadoras para todos os gostos e estilos diferentes. Só não haverá liberdade.

    Não podemos deixar é a chama do cristianismo apagar pois senão estaremos perdidos para sempre pois a tecnologia de controle social que esses caras possuem hoje não é brincadeira.

    • Newton (ArkAngel)

      Eu já acho que ainda agem apelando para os estímulos aos quais o homem ainda reage de acordo com o instinto animal: o pão e o circo. O pão é representado pelos programas sociais que tornam o cidadão dependente do governo, e o circo é o apelo aos instintos primitivos através de, por exemplo, o funk e a agenda cultural nefasta. Para completar, incentiva-se o consumo de drogas como meio de anestesiar a mente e impedir o pensamento. Não podemos também nos esquecer de algo que não está 100% do tempo na mídia, mas é algo controlador de mentes: a música eletrônica, comum nas festas rave, onde é de conhecimento de todos que o consumo de drogas é altíssimo.

      Fora o fator genético, que está produzindo pessoas de má qualidade, com sérios bugs mentais.

      Em minha opinião, a assim dita inteligência humana abrange vários aspectos, os quais enumerarei os principais:

      1) Clareza, que é a capacidade de analisar e compreender os fatos, mesmo que sob uma ótica particular. Natural, já que pressupõe-se que a verdade seja individual.

      2) Capacidade de adaptação; já foi dito que a inteligência, em termos simples, é a capacidade de acharmos soluções para os problemas que nos são apresentados utilizando-se os recursos disponíveis. Logicamente, conclui-se que quando nos defrontamos com problemas já vivenciados, nossa inteligência em conjunto com a memória resolve as questões propostas mais rapidamente do que as resolveríamos por ocasião do primeiro enfrentamento. Qualquer coisa diferente desta afirmação denota falta de inteligência e/ou memória.

      Tendo-se em vista tais pressupostos, posso dizer que quanto mais inteligente o indivíduo for, menor número de vezes o mesmo problema terá de repetir-se até que o sujeito assimile completamente a solução do enigma. Em português claro: quem não é burro aprende de primeira.
      Nesta altura, o leitor pode perguntar: “OK, mas onde é que a música eletrônica entra nesta história?” Explicarei.
      A característica mais marcante da música eletrônica é a repetição exaustiva de batidas e ritmos hipnóticos, termos estes inclusive usados por aqueles que se vangloriam de serem “os papas da música eletrônica”.

      Pois bem, após esta descrição, conclui-se naturalmente que a preferência por “música” desta espécie denota falta de inteligência e/ou memória por parte do apreciador do gênero.
      A falta de inteligência aparece no próprio caráter da música: repetições exaustivas, que somente à custa de força bruta (levando-se em consideração os tons extremamente graves das batidas) consegue incutir algo semelhante à compreensão no cérebro do ouvinte. Neste ponto, nada mais genial do que o termo “bate-estaca” para definir este ritmo. A analogia é perfeita, já que um bate-estacas somente alcança seu objetivo através do uso da força bruta.

      Consequentemente, a necessidade de repetição pressupõe memória fraca, volátil, ou com dificuldade de acesso. Quaisquer dessas características depõe contra o ouvinte de tal espécie de som.

      Nesse aspecto, a música eletrônica nada difere dos atabaques ou tambores dos primitivos indígenas ou aborígenes. Muda-se a forma, mas a essência permanece imutável. Não é à toa que hoje em dia é comum designar-se alguém ou um grupo como pertencente a alguma “tribo”.

      Seguindo-se este princípio, então aproximamo-nos cada vez mais dos coletivos como “cardume”, ou “enxame”, nos quais a principal característica é o nivelamento de todos os indivíduos do grupo, o que torna neste caso sem sentido o termo “indivíduo”.

      • Osvaldo Pereira Júnior

        Desde que um sujeito saiba separar o entretenimento das coisas sérias da vida, não há problema algum ele gostar de música eletrônica ou de qualquer porcaria considerada digamos algo idiota e imbecil.

        Todo mundo possui seus vícios, sendo que alguns desses vícios são completamente imbecis e fúteis.O próprio professor Olavo por exemplo ao qual eu tenho um grande apreço e considero um dos maiores gênios vivos, possui o vício idiota de fumar que mesmo que seja um vício elegante não deixa de ser algo sem necessidade real para a existência humana.

        Eu por exemplo gosto de games e literatura de ficção que também podem ser considerados coisas fúteis e idiotas como realmente é. Mas fazer o quê? Eu gosto oras.

        Desde que algo não esteja lhe prejudicando nos estudos e nem destruindo os seus valores morais não há problema algum em gostar de um entretenimento em específico.

        O que não se pode é se apegar apenas ao fútil e esquecer das obrigações da vida.

        • Newton (ArkAngel)

          Sim, mas o problema é justamente quando a coisa deixa de ser entretenimento e passa a dominar a mente do indivíduo. Essas festas raves são um antro de consumo de drogas. Obviamente há aqueles que curtem a festa sem prejudicarem a si próprios, mas são minoria, a maioria está lá mesmo para se drogar e cometer atos inconsequentes.

          Obs: não tenho vícios, só fumo e bebo quando estou jogando cartas no bordel. 🙂

          • Osvaldo Pereira Júnior

            Sim, festas raves não se tratam apenas de entretenimento. Aquilo ali já é um local de degeneração pura. Vai contra valores morais e espirituais de qualquer cristão ou pessoa séria que seja pois ali você estará convivendo com consumo de drogas, nudez, sexo explícito, palavrões e etc.

            É diferente do cara que curte apenas escutar uma música em casa. Isso não irá fazer mal algum a ele se ele souber dosar a coisa.

            O único gênero musical totalmente descartável é o funk pois ali você só verá putaria, degeneração e culto a bandidagem. Nem em casa o funk deve ser escutado por uma pessoa inteligente.

            Outro gênero musical que não deve ser escutado por pessoas que se presam seria algumas vertentes do rock que fazem alusão ao satanismo.

  • G H

    Tomara que o prof. Paulo Roberto de Almeida leia o que aqui lemos e escreva alguma coisa. Tenho a impressão de que ele não vai captar a mensagem dos aspectos “culturais e psico-sociais” do processo globalizante. Mas espere um pouco! Como ser insensível a esses aspectos das metas parciais já alcançadas?

  • Marcos Pereira

    Na Biologia o, a caminho do grávido, o meio grávido, não existe. É razoável. lógico.
    Mas, parece que o debatedor racional, não se deu conta que em política, racional e absolutos não existem. Nem a ditadura mais “perfeita” planeta, consegue doutrinar todas as suas vitimas.
    Em se tratando das terras tapuias, essa realidade é clara: Nossos políticos, esquerdo comuno socialistas, são todos submissos ao outrora crescente governo mundial.
    Como sempre fala o professor: todas as leis relevantes para controle social vem todas prontinhas desde fora.
    Abortiismo, Gaysismo, Desarmamentismo, Bandidolatria, Desmobilização e Desmoralização das FFAA, Destruição do Ensino, Gigantismo do Estado, mais, mais, mais…..tudo já está sendo implantado no Brasil…na marra!
    Felizmente estamos tendo condições de vira o jogo.
    Aconselho ao debatedor duas operações ativas (bem ao estilo de “1964 o Elo Perdido): Trocar de óculos e limpar os ouvidos. Ah tem uma terceira: O professor poderia recomendar a ele, ler/estudar alguns livrinhos básicos,

  • marcelo almeida

    O único governo mundial não era possível há 30 anos atrás.
    Agora, após a internet e com a comunicação de hoje, o mundo ficou pequeno como uma prefeitura de interior.
    Esse cara sabe que é possível, sim…

  • João Sena

    Uma vez essa chama acesa, não é fácil apaga-la. As evidências desse plano global estão saltando aos olhos. ONU, União Europeia, as agendas do clima, do abortismo, do gaysismo, da destruição do cristianismo e por aí vai.

  • Cláudia Sardá

    Professor Olavo, acabo de adquirir seus livros: A Nova era e a Revolução Cultural, O Jardim das Aflições e O Imbecil Coletivo. Estou vidrada nas leituras!!!
    Graças aos seus pensamentos há cerca de 3 anos venho me submetendo a um processo de transformação impactante. As redes sociais viabilizaram isso pois pelos meios de comunicação tradicionais eu jamais teria acesso a este conhecimento. E olha que estudei em excelentes escolas hein….Sinto-me inquieta diante da dura realidade que vivemos no país e que eu não enxergava, revelada pelos seus vídeos no youtube, inicialmente. Vejo o quanto fomos manipulados e enganados a vida toda.
    Ao ler “A nova era…” surgiu uma dúvida que preciso esclarecer. Perdoe-me se alguém já lhe fez antes esta pergunta. A questão que ficou é a seguinte: Você escreveu o livro em 1994 e foi o responsável pela denúncia do foro de São Paulo, quando ninguém dava atenção a esta organização criminosa!! Pq você afirmou no livro que o Lula era um homem decente? Nesta época o Lula ainda não havia se revelado como um bandido?

  • eraldo

    o professor Paulo é ” filho do Estado”: curso superior (from craddle), salario e aposentadoria(to grave) subsidiados com os ganhos das incontaveis beneditas deste pobre pais.Por isso acha natural q intelectuais como ele conduzam a manada mundial

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