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Sobre o perdão

3 de fevereiro de 2018 - 18:35:36

(Edição: Marlon Belotti)

 

Perdoar é sempre uma demonstração de força. O perdão é próprio dos reis e juízes, não dos coitadinhos. Mas há também o falso perdão que é só afetação e sentimentalismo bocó. O sujeito diz ‘Eu perdõo’ e depois, escondido, vai fazer uma macumbinha.

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Se você perdoa a mulher adúltera mas nunca mais quer ver a cara dela nem pintada de ouro, é claro que não perdoou coisa nenhuma, apenas deu o nome de perdão a uma vingancinha.

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Deus nos perdoa e portanto nos aceita como amigos novamente, como convidados para ir ao Céu conviver com Ele pelos séculos dos séculos. Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a pedir na oração do Pai Nosso: ‘Perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos tem ofendido’, e se nosso conceito de perdão se resume à exclusão da presença da pessoa perdoada, Deus fará assim mesmo conosco. Perdão de verdade é perdão ao modo do amor divino, e não existe outro. ‘Perdoar’ e excluir a pessoa é vingancinha, birrinha de gente que não tem a mínima noção do quanto e como Deus nos perdoa, até os limites inimagináveis.

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Quando alguém lhe pede perdão — supondo-se que o faça com sinceridade –, alça você à posição de um juiz, sacerdote ou governante, e assim lhe confere uma honra tão grande, que dar-lhe o perdão solicitado se torna um ato de gratidão.

Quando, ao contrário, você oferece um perdão não solicitado — ou, pior ainda, não desejado –, é você mesmo que se coloca nessa posição superior e, com soberana empáfia, joga uma migalha aos cachorrinhos.

Por isso, se alguém que o ofendeu não lhe pede perdão, você pode perdoá-lo em pensamento e orar para Deus perdoá-lo, mas guarde silêncio e não saia logo posando de magnânimo.

Se, em vez disso, ele lhe pede perdão, não se faça de rogado: corra em oferecer-lhe mais que isso — a sua amizade.

A maioria das pessoas que se dizem cristãs não tem a menor noção dessas coisas.

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Muitos casais sonham em ter um ‘casamento cristão’, ou já o têm, e fazem da moral da Igreja a base da sua vida conjugal, mas não raro esquecem o mais elementar dos mandamentos: Perdoar. Perdoar tudo. Perdoar sempre.

Perdoar de novo e de novo e de novo. Perdoar de todo o coração e redobrar o amor àquele que pede o perdão, dando-lhe consolação e uma nova esperança. Perdoar com humildade, sem se fazer de importante, sem humilhar quem já está humilhado. Perdoar com alegria, seguro de que ao fazê-lo você não está dando nada, está recebendo. Se você não perdoa a pessoa a quem ama, vai perdoar a quem, ó raios? E, se não pratica o perdão, como espera ser perdoado um dia?

Tenho um casamento de trinta e três anos e garanto: o perdão funciona. Não há ‘problema de casal’, por mais encrencado, que lhe resista. E quando um dia o interesse sexual arrefece, o que vem no lugar dele é de uma doçura tão imensa e indescritível, que já é um antegosto do paraíso.

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Deus perdoa os adúlteros, os mentirosos, os ladrões e até os assassinos, mas não perdoa quem não perdoa. Posso estar enganado, mas suspeito que no inferno há menos adúlteros do que cônjuges virtuosos que lhes negaram o perdão.

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Jesus ensinou a rezar: ‘Perdoa as nossas dívidas ASSIM COMO perdoamos os nossos devedores’ e ainda esclareceu: ‘Com o mesmo critério com que julgardes sereis julgados’. A conclusão é ÓBVIA: ou você aprende a perdoar, ou quanto mais estrita seja a sua obediência a todas as demais regras daquilo que você entende por ‘moral cristã’, tanto mais elas servirão para endurecer o critério com que você será julgado e muito provavelmente condenado. Nossa ÚNICA saída neste vale de lágrimas é perdoar sempre, perdoar tudo, perdoar de todo o coração. Para ser sincero, só encontrei na vida uns três ou quatro cristãos que compreendessem isso.

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Só quem desenvolveu o hábito do perdão é capaz, quando peca, de ter arrependimento doce, humilde, esperançoso e sem amargura que, segundo entendo, é tão agradável a Deus quanto a volta do Filho Pródigo.

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Se vocês acompanharam os raciocínios finais do filme ‘O Jardim das Aflições’, não terão dificuldade de entender o que vou explicar em seguida. Se enfatizo tanto a importância do perdão, não é só porque ele é o centro e o topo da revelação cristã, mas porque meditei personalizadamente o assunto desde um ponto de vista não religioso ou teológico, mas metafísico, e adotei como tese formal da minha filosofia a convicção de que ele é uma das chaves essenciais da estrutura mesma da realidade como um todo. No filme — assim como em muitas aulas –, expliquei que não há um intermediário entre o ser e o nada: o que quer que tenha entrado na esfera do ser por uma fração infinitesimal de segundo não pode nunca mais retornar ao nada, porque nunca esteve nele e, ao contrário, pertenceu sempre à esfera do ser. Se tentamos conceber o transcurso do tempo como estrutura total da possibilidade, entendemos o que é a eternidade, no sentido de Boécio: a posse atual e simultânea de todos os momentos. Logo, o que quer que aconteça na esfera temporal está contido na eternidade de uma vez para sempre. Isso é a irrevogabilidade absoluta do acontecer. Ao nada, nada retorna, porque do nada, nada proveio. Ora, em toda a esfera do acontecer universal, desde as partículas subatômicas até a totalidade das galáxias, e atravessando mesmo todos os mundos supracorpóreos e espirituais que possam existir, só há UM tipo de fato que, uma vez ocorrido no tempo, pode ser suprimido da eternidade. São os nossos pecados. O perdão sacramental apaga o pecado do registro do ser.

O perdão divino não é somente um castigo suspenso, mas uma anulação do fato, um DESACONTECER total e definitivo. Correlato da criação ‘ex nihilo’, o perdão devolve ao nada o que nunca esteve no nada. O perdão é obra da liberdade divina e, nesse sentido, transcende a estrutura inteira da possibilidade universal. Quem quer que tenha a oportunidade de participar desse milagre, sob qualquer maneira que seja, deve aproveitá-la ao máximo, porque nada, nada, nada deste mundo lhe dará, na medida das forças humanas, compreensão mais luminosa do mistério da existência.

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Há pessoas tão puras, no seu próprio entender, que não se conformam com a idéia de que o perdão divino elimine o pecado do campo da realidade eterna. Querem porque querem que sempre sobre alguma coisinha. Nem de longe percebem que isso contradiz na base a noção mesma da bem-aventurança eterna.

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Verdade óbvia que muitos não podem nem ouvir sem ter chiliques: Jesus NÃO VEIO moralizar o mundo. Veio perdoar os pecadores.

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À intransigência feroz que devemos colocar na defesa de valores e princípios que são superiores a nós corresponde, simetricamente, a presteza que devemos ter em perdoar, sem discussão nem nhem-nhem-nhem, toda ofensa pessoal que recebemos.

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A idéia de um Deus que perdoa ou condena quando bem lhe dá na telha é islâmica, não cristã. Deus comprometeu-se a respeitar o perdão sacramental até o fim dos tempos, e nada O fará mudar de idéia. Ele pode estender o perdão a pessoas que não receberam a absolvição sacramental, mas não tirá-lo dos que a receberam.

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Também é erradíssimo imaginar que Deus só perdoa quem merece. NINGUÉM merece. Ele perdoa quem pede.

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É um erro monstruoso imaginar que Deus só perdoa quem Ele quer. Ele quer perdoar TODOS. Só que alguns não pedem. Nem querem.

 

  • Sebastiao Loureiro

    “O perdão divino não é somente um castigo suspenso, mas uma anulação do fato, um DESACONTECER total e definitivo. Correlato da criação ‘ex nihilo’, o perdão devolve ao nada o que nunca esteve no nada. O perdão é obra da liberdade divina e, nesse sentido, transcende a estrutura inteira da possibilidade universal.”
    Obrigado Professor. Creio que seja o texto, o ensinamento mais importante que jamais ouvi, e sequer tinha pensado a respeito com tamanha profundidade.

    • José

      Anulação do fato… que fato? Pelo que eu tinha apreendido o fato que gerava a morte e o castigo foi o pecado e o pecado foi anulado via expiação, ou seja, ele sofreu a penalidade para oferecer o perdão. Não é um perdão só de boca ao estilo humano e fica por isso mesmo. As cicatrizes nas mãos de Cristo estarão lá pela eternidade como testemunha de que a pena do pecado foi paga. Isso não demonstraria que a anulação do fato foi feito com outro fato? Essa parte do “desacontecer” eu não assimilei, mas já vou confessando,… não sou filósofo.

  • J. H. Montans Condé

    O perdão do Pai é realmente desintegrar a mancha como se nunca tivesse existido. Passa a não existir na eternidade.
    Agora me perdoe o professor uma observação fora do cerne da ideia do texto: “Vale de Lágimas”.
    … A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas …
    Não posso concordar com essa expressão dramática e pesada, principalmente porque a oração está se referindo a essa nossa vida temporal, que é uma dádiva e não uma pena. É nessa vida temporal que ganhamos a oportunidade de crescer e evoluir espiritualmente a partir de uma evolução intelectual.
    E quando evoluímos, mental e espiritualmente nos tornamos capazes de atingir esse nível de superioridade representado pela disposição sincera de perdoar sempre e incondicionalmente. O professor é um exemplo vivo disso.

  • Discos Diatribe

    Isso é saber falar de religião.

  • Breno Brito

    Obrigado por me mostrar o caminho mais uma vez.

  • Fabio Barreiros

    E os que abusam do perdão? Não seria a incondicionalidade do perdão um incentivo para novas ofensas?

  • Fabio Barreiros

    Afinal, por esse entendimento que o Prof. nos oferece, uma adultera está perdoada tanto quanto quem lhe atirou a primeira pedra. O que nos leva ao paradoxo de quem não perdoa também será perdoado. E, logo, o inferno não estaria cheio de quem não perdoa como sugere o Prof., mas sim o céu estaria o próprio inferno – uma zona na qual ninguém responde pelo que faz.

    • Osvaldo Pereira Júnior

      Perdoar pessoalmente uma adultera sem ela ter pedido perdão e ainda por cima tentar conviver com ela é o primeiro passo para se tornar um poliamorista ou no mínimo um corno-manso.

  • Fabio Barreiros

    Se o perdão divino pode afinal ser banalizado por nós e, pior, distribuído a esmo visando uma recompensa celestial, o que nos difere Dele e, mais importante, porque precisamos Dele?

    • Osvaldo Pereira Júnior

      Precisamos dele para nos salvar. Deus não diz para você continuar convivendo com o pecador e com quem te magoou. Ele só pede para você perdoá-lo.

      Querer que você o perdoe sem ele te pedir perdão e ainda querer que você corra atrás dessa pessoa já seria pedir demais. Nesse caso Deus estaria sendo injusto e contraditório coisa que é obviamente impossível.

  • Fabio Barreiros

    Se com o mesmo critério que eu julgar o próximo, serei julgado por Ele, então Deus escolheu nos mimetizar para nos ensinar?!

  • Fabio Barreiros

    Em outras palavras, não posso conceber que o perdão divino seja o mesmo perdão de que somos capazes dado nossa condição humana ou mesmo metafísica.

    • Osvaldo Pereira Júnior

      Perdoar e ser cristão é uma coisa, já ser conivente e cúmplice de pecado e de pecadores é outra.

      Pelo que eu entendi o professor não defende que sejamos patetas correndo atrás de pessoas que nos magoaram. O que ele defende pelo que eu entendi no artigo é que devemos perdoar em oração apenas essas pessoas que não nos pediram perdão.

      Continuar o convívio com uma adultera não arrependida por exemplo seria ser um corno manso muito sem vergonha. Tem até o clube do corno no Ceará onde cornos orgulhosos exibem o chifre.

      Isso seria ser conivente com o pecado. No mínimo uma pura heresia pois transformaria o cristianismo em um puteiro.

  • Fabio Barreiros

    Jesus pregado na Cruz disse “Pai, perdoai porque eles não sabem o que fazem.” Logo, o parâmetro para o perdão, no meu entender, está claro: devemos perdoar aqueles que não sabem o que faziam. E o indicador disso é o sincero arrependimento. O perdão assim tem como requisito o arrependimento de quem o pede ou acerca de quem tal arrependimento percebemos.

    • Fernando

      Jesus fez um pedido pessoal ao Pai, para que perdoasse àqueles que não sabiam o que faziam pois, sem saber o que fez, não há como reconhecer a necessidade de pedir perdão. Leia novamente os 3 últimos parágrafos, se quiser entender isso. Você não é Deus, Jesus não pediu isso pra você! Está tendo por concepção algo diverso do que Olavo disse, que me parece bem mais coerente e está respaldado pelas escrituras.

    • Osvaldo Pereira Júnior

      Por isso que eu digo e reafirmo que perdoar um filho homosexual ao mesmo tempo que permite ele trazer companheiros sexuais do mesmo sexo que ele para dentro de casa é a mesma coisa que perdoar sua esposa por adultério e permitir que ela traga o amante para sua casa.

      Devemos ter cuidado para não cruzar a fronteira do perdão com a da conivência putanheira.

      • Divino Souto

        …o perdão verdadeiro não dá margens para dubiedade, perdão é superação, não contemporização com o erro……

  • Fabio Barreiros

    Perdoar quem não se arrependeu é invocar indevidamente o milagre e banalizar seu sentido. Ou não?

    • Osvaldo Pereira Júnior

      Como bem disse o professor, devemos perdoar essas pessoas que não pedem perdão em oração a Deus e não publicamente ou diretamente a elas afinal elas não te pediram perdão nenhum.

      Você deve perdoá-las para a sua própria salvação. Mas é óbvio que o convívio deve ser cortado pois senão você estaria sendo conivente com o pecado e com o pecador e sendo injusto com as pessoas que não te magoam pois você estaria tratando os justos e os injustos da mesma forma o que é uma clara injustiça e contradição.

      Se uma pessoa te traiu ou te magoou e não te pediu perdão, então entre no seu quarto e em uma oração a Deus perdoe-a mas afaste-se dela até que ela te peça perdão pessoalmente.

  • Hattori Hanzo

    …obrigado.

  • marcelo almeida

    O perdão de Deus só tem um único requisito: O choro amargo do arrependimento sincero.
    No remorso, o mesmo erro se repete dias depois, mas no arrependimento, a prática daquele erro nunca mais se repete.

  • carlos alexandre calzavara roc

    Excelente !

  • Osvaldo Pereira Júnior

    O primeiro passo para você perdoar uma pessoa é ela te pedir perdão. Depois basta perdoá-la e recomeçar tudo novamente.

    Se a pessoa não te pedir perdão você deve perdoar assim mesmo mas corte o convívio com ela afinal perdoar é uma coisa e ser servil ao pecado e ao pecador é outra.

  • Osvaldo Pereira Júnior

    “Se você perdoa a mulher adúltera mas nunca mais quer ver a cara dela nem pintada de ouro, é claro que não perdoou coisa nenhuma, apenas deu o nome de perdão a uma vingancinha.” (Olavo de Carvalho)

    Quando o professor diz “não querer ver a cara dela nem pintada de ouro” o que ele está dizendo é que você não deve sair correndo caso veja essa pessoa na rua. Se ela vier te cumprimentar a cumprimente normalmente, se ela estiver em algum local e puxar conversa com você converse numa boa e se ela precisar de ajuda e isso estiver no seu alcance ajude-a normalmente pois é melhor ajudar do que ser ajudado pois não devemos negar ajuda nem mesmo a um cachorro e muito menos a um ser humano necessitado. Que seja seu maior inimigo se ele pedir sua ajuda o ajude-o pois fazendo isso eu tenho certeza que você transforma-rá um inimigo no seu maior amigo.

    Isso não significa que você deve chegar na pessoa e dizer “Olá, fique sabendo que eu já te perdoei e estou disponível novamente caso você queira reativar o relacionamento”. Convenhamos seria humilhação e servilismo demais para um cristão perante pecadores confessos e orgulhosos de seus pecados. Pensou se a pessoa responde; “E dai? Eu não estou te pedindo perdão nenhum”.

    Nesse caso torça para não haver ninguém por perto pois a cena seria grotesca.

  • Osvaldo Pereira Júnior

    Cena 1 – Seu filho chega em casa com um homem barbado dizendo que é o namorado dele. O que você deve fazer como cristão?

    Obviamente perdoá-lo ao mesmo tempo que expulsa o homem barbado da sua casa com toda a educação e elegância do mundo. Afinal não tem como um crucifixo, um rosário e uma Biblia na estante conviver com um casal homosexual. Isso seria profanar seus próprios símbolos cristãos.

    E caso seu filho ficar de mal de você?

    Fazer o quê? Você já o perdoou e está de braços abertos esperando ele voltar para a casa desde que tenha se livrado do homem barbado.

    Cena 2 – Você pega a sua mulher sua cama com outro homem. O que voce deve fazer como cristão?

    Matar o sujeito ou a sua mulher não vai resolver nada além de ser um pecado mortal você irá para a cadeia, então o que você deve fazer é pedir para que o sujeito se retire da sua casa assim como a sua mulher pois em uma cena como essas é impossível você perdoar logo ali no ato pois se trata de algo extremamente bizarro e grotesco.Você precisará de alguns dias para se acalmar. Já o perdão em oração você não somente pode como deve perdoá-la no mesmo dia do ocorrido.

    Passado alguns dias caso sua esposa peça perdão você deve perdoá-la e até mesmo reativar o relacionamento. Concordo plenamente com o professor Olavo. Desde que ela se comprometa a nunca mais te trair. Se ela irá de trair novamente ou não isso não vem ao caso, o importante é a pessoa reconhecer que errou e se comprometa a não fazer isso novamente.

  • tabajara_music

    Jesus ordenou perdoar não pelos motivos dos ofensores, mas porque quem guarda mágoa, ressentimento e ódio no peito não pode ser espiritualmente saudável.

  • marcelo almeida

    A mágoa só prejudica quem sente. Assim, perdoar é um ato extremamente inteligente.
    Isso não tem nada a ver com esquecer, pois perdoar não é perder a memória.
    Se você ficar do ladinho de quem te ofende, ele vai te bater de novo e de novo…

  • marcelo almeida

    Perdoar é não guardar mágoa, na medida em que dar consequência aos atos é uma questão de justiça. Deus é amor, mas o seu trono está fundamentado na Justiça.
    Não por outro motivo o mundo jaz no malígno, colhendo o fruto da desobediência às leis do Senhor.

  • marcelo almeida

    O único erro absolutamente imperdoável é aquele que não admitimos.

  • marcelo almeida

    O perdão de Deus, assim como o perdão humano, não impede que as pessoas colham os frutos daquilo que plantaram.
    Só não sabe o que faz aquele que é inocente. Entretanto, temos a maioria que escolheu ser inconsciente, mas não podem ser reputados inocentes, uma vez que, rejeitaram a verdade.

  • Divino Souto

    ……é difícil selecionar, mas talvez este seja o melhor texto que li do prof. Olavo……ninguém ‘escapa’ dele…..

  • Fábio

    Mas Olavo se eu perdoar mas não quiser a pessoa perto para evitar (sabendo que ela vai errar de novo) de quebrar a cara dela na porrada e assim cometer um pecado pior? Se eu quiser esperar para que realmente ela mude e assim sim possamos conviver em paz?