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Um empreendimento macabro

2 de janeiro de 2018 - 22:05:17

O principal empenho das elites intelectuais, políticas e econômicas do Ocidente, hoje em dia, consiste em perverter e reprimir os mais naturais e espontâneos sentimentos humanos e até as simples percepções sensoriais diretas até que desapareçam da memória coletiva e possam ser substituídos por quaisquer arranjos postiços ‘que sejam úteis ao controle social.

Em última análise, esse empreendimento macabro provém das mesmas organizações esotéricas que, baseadas numa doutrina dos ciclos jamais confirmada historicamente, condenam a decadência moderna e prometem para breve a restauração das tradições.

*

Não há provavelmente um só ser humano que não esteja insatisfeito e frustrado com alguma condição que não escolheu: com a sua estatura ou a cor da sua pele, com a família ou o sexo em que nasceu, com o tamanho do seu pinto ou do seu pé. Alimentar essas insatisfações é incompatível com a conquista da maturidade, mas hoje em dia o “establishment” não apenas as alimenta e estimula, como também espalha a crença de que alguém é culpado por essas frustrações e, para a felicidade geral, deve ser eliminado.

  • Hausberg Beers

    …discípulos de Sartre: “O INFERNO SÃO OS OUTROS!!”

  • Danilo Dalla Vecchia
  • Alexandre

    “Alimentar essas insatisfações é incompatível com a conquista da maturidade, mas hoje em dia o “establishment” não apenas as alimenta e estimula, como também espalha a crença de que alguém é culpado por essas frustrações e, para a felicidade geral, deve ser eliminado.”

    Esse trecho é excelente.

  • Odilon Rocha

    Só está faltando subliminarmente dizer que comer merda faz bem.
    O ser humano, de certa forma, evidentemente não todos, seguem padrões sem questionar o quanto aquilo lhe é proveitoso ou não. Os engenheiros socias sabem disso.
    Quantas famílias se reúnem para debater esses assuntos em casa? Creio que pouquíssimas.
    Há muita tolice, ignorância, falta de informação, desleixo consigo próprio, credulidade extremada e “anjice”.
    Como dizia Einstein: “Duas coisas são infinitas, o Universo e a estupidez humana”.