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Uma das fraudes mais impressionantes da história do jornalismo

17 de janeiro de 2018 - 1:55:04

Uma das fraudes mais impressionantes da história do jornalismo, cujas conseqüências se multiplicam até hoje, meio século depois.

Em 13 de fevereiro de 1968, o âncora de TV Walter Cronkite (foto), transmitindo diretamente de Saigon, noticiou a fragorosa derrota comunista na famosa “Ofensiva do Tet”, a tentativa de invadir a capital do Sul. Na luta, o exército do Norte, amparado por armas e ajuda da China, havia sido reduzido a frangalhos, sem conseguir sequer penetrar no prédio da Embaixada americana, um dos seus objetivos principais.

Voltando a Nova York, Cronkite, sem que se houvesse produzido nesse ínterim nenhum fato novo, fez uma segunda emissão dizendo exatamente o oposto: as tropas comunistas haviam saído vitoriosas, os EUA derrotados.
A primeira emissão ficou ESCONDIDA durante cinquenta anos e só apareceu agora. Vendo a segunda sem saber da primeira, o presidente Johnson ficou tão impressionado que mandou parar imediatamente o esforço de guerra e, admitindo como verdadeira a falsa derrota, iniciou os acordos de paz em Paris, onde os EUA, humilhados pela mídia mundial, cederam tudo e mais alguma coisa. O Vietnã do Norte, que militarmente já não tinha saída senão a rendição, voltou ao combate, desta vez no campo da diplomacia e da publicidade, entrando na História como vencedor. “Foi a primeira vez em que uma guerra foi encerrada por um âncora de TV”, comentou o escritor David Halberstam.

Leiam a história inteira no WND.

http://www.wnd.com/2018/01/lost-cronkite-broadcast-reveals-180-degree-war-flip/

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Vejo a cara do Cronkite e me ocorre a clássica pergunta: “Você compraria um velocípede usado desse sujeito?”

 

 

  • Odilon Rocha

    Nenhum Presidente determina parar um esforço de guerra até que tenha informações de alta confiança para fazê-lo.
    No meu modo de entender houve aí um trabalho de desinformação – e de traição, já que o Predidente se cerca de seus assessores para tomar uma tomada de decisão – muito bem conduzido, para denegrir e enfraquecer a imagem dos EUA.

  • Osvaldo Pereira Júnior

    O Vietnã foi talvez a única guerra na história da humanidade em que um lado era proibido de vencer a guerra.

    Os Estados Unidos não podiam atacar o Vietnã do Norte diretamente e nem mesmo podiam atacar por terra os bastiões vietcongues no Laos e no Camboja. Os americanos portanto se resumiam a ficar enxugando gelo dentro do Vietnã do Sul de 64 a 75. Era óbvio que não iria dar certo.

  • Tulio Stephanini

    Os norte vietnamitas sabiam da importância da opinião pública e por isso usaram de influencia para minar o apoio dos americanos a guerra, no fim das contas a vitoria militar dos EUA tornou-se irrelevante.

    • Romanorum

      Não eram os norte vietnamitas especificamente,mas a confraria esquerdista infiltrada em todos os órgãos da sociedade, especialmente na grande “mérdia” onde dominavam chegando mesmo a monopolizá-la a favor da ideologia marxista desde então. E esse estado de coisas só se agravou desde então, como podemos ver hoje em dia…

  • Lourdes Raquel Donadel

    Mas o Presidente não tinha informações de seus próprios generais ? Pq acreditar na imprensa, num único jornalista?

    • Francisco Renato

      Pode ser que o presidente fosse comunista e sonhasse morar em Cuba…Sua observação foi muito boa

    • Olavo de Carvalho

      Johnson era um oportunista leviano para o qual a imagem dele na mídia era tudo.

  • Peri Richard

    Bem, vendo uma atitude tão pusilânime dum presidente, como esse, só posso pensar (ainda que sem instrumentos balizadores para tal) que este sujeito era um infiltrado. Como é que eu simplesmente assisto um “jornalista” dizer o que ninguém esperava, e nem me dou o trabalho de confirmar a informação? E outra, digamos que a informação fosse verdadeira. Não haveria forma de tentar contornar, ainda, a vitória do adversário, para que essa, ao invés de cabal, fosse apenas pontual? Por pensar coisas assim, tão simplórias, porém, condizentes, é que penso sinceramente que este presidente não passava dum traíra!