1. Mentalidade Revolucionária

Estamento burocrático

25 de maio de 2017 - 15:21:21

Entendem agora por que eu dizia em 2015 que era impossível destruir o esquema petista sem destruir junto o estamento burocrático inteiro? Onde todo mundo tem rabo preso, cada um cujo rabo aparece vai logo mostrar o do vizinho. A diferença é que naquela época estava começando a se formar um poder popular capaz de ocupar o espaço dos comunolarápios e associados, ao passo que agora, com o povo disperso e cabisbaixo, só resta a disputa entre os ladrões. Nesta, o PT tem uma invejável capacidade de iniciativa e, capenga o quanto esteja, pode até sobreviver à queima dos seus adversários.

  • Jose Lisboa Lisboa

    Os empregadores são obrigados a descontar da folha de pagamento de seus empregados, relativa ao mês de março de cada ano, a Contribuição Sindical por estes devida aos respectivos sindicatos, para que estes promovam isto. Pelo fim da contribuição sindical.

    • Aaron DiBona

      Temor tem na mão a caneta que pode acabar com esta palhaçada

  • Aaron DiBona

    parabés à gloriosa PM, pau nesta vagabundagem

  • A interpretação do professor Olavo de Carvalho que aponta uma ocupação gramisciana dos postos do estamento burocrático parece, ao meu limitado entendimento, perfeitamente demonstrada em seus artigos e se revela a melhor interpretação global da crise de nosso sistema político. Contudo, fica a dúvida quanto a ocupação dos espaços do “estamento burocrático inteiro.” Parece-me, salvo melhor juízo, que em nossa história política recente uma variável importante do jogo político tem sido minimizada pelo por esta análise. Refiro-me a uma grande parcela dos agentes da Administração Pública que não pode, a princípio, ser acusada de cooptação nem pela velha elite patrimonialista, cujo partido símbolo é o PMDB, nem pelo partido príncipe. Refiro-me mais precisamente a membros da Justiça Federal, Ministério Público e da Polícia federais. Em termos weberianos parece-me que há aí uma disputa entre dois estamentos burocráticos: o baseado no modelo de dominação patrimonialista (agora em sua nova roupagem gramiscisto-patrimonialista) e o outro, baseado no modelo de dominação racional-legal. A burocracia racional-legal que coloca como seu imperativo categórico não o partido ou a ideologia, mas o “império da lei” e da Constituição Federal (ou do Estado Democrático de Direito, como queiram) tem presença forte em toda a máquina estatal. A vemos presente nos tribunais de contas (como o TCU que descobriu as pedaladas fiscais), na infinidade de órgãos de controle e fiscalização, nos órgãos já citados até mesmo no Poder Legislativo, na atuação de parlamentares como o Senador Reguffe do Distrito Federal, empresário rico que abdicou de salário, assessores e verbas e mesmo em ministros do STF, como o falecido (faleceu ou foi falecido?) Ministro Zavaski. Vejo que a Lava Jato é até agora a maior façanha dessa “casta” de burocratas. Muitos deles, no fundo, ao que me parece, querem ocupar o papel que as Forças Armadas assumiram nas décadas de 60 e 70, porém sem destitução de governos ou profundas transformações na forma ou sistema de governo, no sistema eleitoral, etc.

    Nesta ,digamos, casta de burocratas, muitos formadores de opinião, como os responsáveis pelo site O Antagonista, apostam todas as fichas e colocam nela o protagonismo da chamada “revolução brasileira”. Obviamente, todos os esforços desse setor da burocracia estatal serão “jogados no lixo” se os ocupantes dos órgãos de comando destas corporações estiver cooptado. A atuação do Procurador Geral da República me parece um esforço neste sentido: entregou a cabeça do presidente Temer com uma agilidade “fora da curva” em toda a história de sua atuação no ministério público para abrir uma brecha para o retorno do partido príncipe ao supremo comando da república.

    Com base nestas considerações fica uma indagação ao Professor: um imenso contingente dos formadores de opinião e cidadãos mais cultos, às direitas, acredita mais na viabilidade da vitória do estamento burocrático racional-legal com o apoio da população através dos movimentos organizados como o MBL e da mídia relativamente. É muita ingenuidade?

    E mais, o que seria precisamente a “destruição do estamento burocrático inteiro”? Uma revolução popular, com o chamamento do apoio das Forças Armadas, que instalasse uma nova Assembléia Constituinte, terminando em uma refundação do Estado? No que esta revolução se distinguiria das utopias de uma mentalidade revolucionária? E como previnir que uma inciativa assim não fosse aproveitada pelo partido príncipe para, aí sim, tomar o poder definitivamente sob o pretexto de manter a ordem? São indagações sinceras.

    Abraços ao Professor,

    Vinícius.

  • A interpretação do professor Olavo de Carvalho que aponta uma ocupação gramisciana dos postos do estamento burocrático parece, ao meu limitado entendimento, perfeitamente demonstrada em seus artigos e se revela a melhor interpretação global da crise de nosso sistema político. Contudo, fica a dúvida quanto a ocupação dos espaços do “estamento burocrático inteiro.” Parece-me, salvo melhor juízo, que em nossa história política recente uma variável importante do jogo político tem sido minimizada pelo por esta análise. Refiro-me a uma grande parcela dos agentes da Administração Pública que não pode, a princípio, ser acusada de cooptação nem pela velha elite patrimonialista, cujo partido símbolo é o PMDB, nem pelo partido príncipe. Refiro-me mais precisamente a membros da Justiça Federal, Ministério Público e da Polícia federais. Em termos weberianos parece-me que há aí uma disputa entre dois estamentos burocráticos: o baseado no modelo de dominação patrimonialista (agora em sua nova roupagem gramiscisto-patrimonialista) e o outro, baseado no modelo de dominação racional-legal. A burocracia racional-legal que coloca como seu imperativo categórico não o partido ou a ideologia, mas o “império da lei” e da Constituição Federal (ou do Estado Democrático de Direito) tem presença forte em toda a máquina estatal. A vemos presente nos tribunais de contas (como o TCU que descobriu as pedaladas fiscais), na infinidade de órgãos de controle e fiscalização, nos órgãos já citados até mesmo no Poder Legislativo, na atuação de parlamentares como o Senador Reguffe do Distrito Federal, empresário rico que abdicou de salário, assessores e verbas. Vejo que a Lava Jato é até agora a maior façanha dessa “casta” de burocratas. Muitos deles, no fundo, ao que me parece, querem ocupar o papel que as Forças Armadas assumiram nas décadas de 60 e 70, porém sem destitução de governos ou profundas transformações na forma ou sistema de governo, no sistema eleitoral, etc.
    Nesta digamos casta de burocratas, muitos formadores de opinião, como os responsáveis pelo site O Antagonista, apostam todas as fichas e colocam nela o protagonista da chamada “revolução brasileira”. Obviamente, todos os esforços desse setor da burocracia estatal serão jogados no lixo se os ocupantes dos órgãos de comando destas corporações estiver cooptado. A atuação do Procurador Geral da República me parece um esforço neste sentido: entregou a cabeça do presidente Temer com uma agilidade “fora da curva” em toda a história de sua atuação no ministério público para abrir uma brecha para o retorno do partido príncipe ao supremo comando da república.
    Com base nestas considerações fica uma indagação ao Professor: um imenso contingente dos formadores de opinião e cidadãoe mais cultos, às direitas, aposta suas fichas na vitória do estamento burocrático racional-legal com o apoio da população através dos movimentos organizados como o MBL e da mídia relativamente. É muita ingenuidade?