1. Religião

Filosofia da Revelação

7 de julho de 2017 - 23:56:17

 

J. von Schelling, muito sabiamente, não deu à sua obra-prima final o título de “Filosofia da Religião”, mas de “Filosofia da Revelação”, para indicar que o centro do seu interesse não era o fenômeno da religião em geral, mas certos pontos específicos da revelação cristã. Esse é o nome da disciplina sob a qual classifico tudo o que tenho escrito e ensinado sobre o cristianismo. Qual a diferença entre a Filosofia da Revelação e a teologia? A teologia (a) busca, na medida do possível, esclarecer sistematicamente o conteúdo da revelação tomado como um todo: (b) emprega para esse fim métodos extraídos da filologia, da hermenêutica, da tradição, etc.; (c) nem sempre pode justificar suas teses de maneira apodíctica, devendo por vezes recorrer ao pronunciamento da autoridade. A Filosofia da Revelação, ao contrário, (a) não tem nenhuma pretensão de abranger a totalidade da revelação, mas só alguns pontos especialmente acessíveis ao método filosófico; (b) não apela a outra autoridade senão a da razão apodíctica, nem tem outra autoridade em si mesma senão a da persuasão racional; (c) não usa outros métodos senão os que são próprios da filosofia.

Eduardo Gabriel E contém em si mesma os princípios de sua própria inteligibilidade.

Olavo de Carvalho Uau! Exato.

  • José Amaro

    Ao ler mais esse aforismo do professor (não sou aluno do Curso online de Filosofia do Olavo de Carvalho e obviamente tenho a minha cota de idiotice) com “uau” e tudo (coisa rara!), lembrei de um Bispo nordestino que comentava sobre a observação que fez ao ver uma senhora ignorante olhando – porquê não celebrando? – a Missa, na porta da Igreja. A senhora exclamou: que lindo! Disse o Bispo: ela entendeu tudo! De certa forma fiquei assim – como aquela senhora ignorante ao ler esse texto: entendi tudo!