1. Religião

Padre Pio e Spacca

7 de julho de 2017 - 22:32:08

Agradeço ao João Spacca o esclarecimento:

Oi Roxane, tudo bem?

Gostaria de dar um toque ao professor a respeito dos comentários sobre o Padre Pio, feitos na aula 386.

Aquele inquisidor do Santo Ofício do filme não existiu; foi um arranjo ficcional do roteirista, um fio condutor retrospectivo para contar a história do padre.
Como é comum nas adaptações, o roteirista fundiu vários personagens num só e inventou algo a mais.
Não é um artifício ruim em si, mas compromete uma obra que deveria mostrar que coisas incríveis aconteceram realmente.
O filme também força uma “sensibilidade social” ao gosto moderno, que não tinha para o Padre Pio a mesma importância que a salvação das almas.

Quem fez a última confissão foi outro monge, o padre Pellegrino, não o inquisidor fictício.
Os inquisidores dos anos 1960 foram especialmente desumanos, isolando e punindo Padre Pio (o que só forneceu mais evidências de que os estigmas não eram artificialmente produzidos), não o visitaram em seus momentos finais e não se tem notícia de arrependimento.

O único investigador oficial do Vaticano que teve atitude honesta e criteriosa foi D. Carlo Rossi, visitador apostólico que em 1921 passou uma semana com o padre Pio e interrogou minuciosamente os capuchinhos e seus detratores, os padres ciumentos que o caluniavam.
Ele confirmou os estigmas, a bilocação e o cheiro de violeta que aparecia em todos sentiam.

Mas este depoimento ficou secreto até 2006, e a missérie do padre Pio com Sergio Castellitto é de 2000.
O inquérito realizado por d. Rossi foi publicado em 2008, no livro “Padre Pio sob investigação – a autobiografia secreta”, por Francisco Castelli (Paulinas, 2012).
Uma novidade é o que padre Pio diz que, quando recebeu os estigmas em 1918, ouviu do próprio Jesus: “Associo-te à minha Paixão”.

No meu álbum em quadrinhos (ainda não publicado pela Fundação Padre Pio) mostro um resumo dramatizado desse inquérito, em anexo.

abraços,
Spacca

Em 1910, padre Pio recebeu os estigmas, que doíam, mas pediu que ficassem invisíveis, por modéstia e vergonha. Em 1918 Jesus achou que todo mundo devia ver…