1. Sociedade

“The Fearmakers”, a manipulação da opinião pública pelos comunistas e notas sobre religião

21 de abril de 2017 - 8:27:38

“The Fearmakers”, dirigido por Jacques Tourneur e estrelado por Dana Andrews em 1958, é um dos poucos filmes de Hollywood que mostram como a merda geral americana começou.


*

O protestantismo dividiu o cristianismo em 33 mil denominações (pelo menos) e ainda tem a cara de pau de tratar a Igreja Católica — uma e a mesma desde a sua fundação — como se fosse uma delas.

*

Um ou outro corno ao longo da vida só é problema para quem deseja fazer crer que tem a pica ou a buceta mais irresistível do universo. O resto da cristandade perdoa e segue em frente.

*

À beira dos setenta anos, estou pouco cagando para saber se agrado ou desagrado a protestantes, católicos, ateus, gayzistas, antigayzistas, esquerdistas, direitistas e ao resto do mundo. Quero me esforçar para dizer cada vez mais claro as coisas que vejo, e EXATAMENTE como as vejo. Ser um escritor é isso. O resto é relações públicas.

*

Estou aprendendo muito, muito com William Faulkner. Ele fala de um mundo completamente diferente do meu, mas sempre parece que estou lá dentro.

Fábio Florence: “Professor, bom dia. O sr poderia contar um pouco sobre sua experiência com a obra de Balzac? O que aprendeu dele, de qual romance mais gostou, etc.”

Olavo de Carvalho: “A coisa mais extraordinária em Balzac é a relação íntima e indissolúvel entre a sociedade como um todo e a vida secreta da alma individual. É um mundo vivo, intensamente real.”

*

É a apoteose da porcaria

*

Se puderem, procurem na internet o debate entre o historiador Joel Richardson e o teólogo Tommy Ice, que insiste na tese idiota e amplamente disseminada de que Roma é a Babilônia bíblica. Richardson (tão protestante quanto Ice, mas um “maverick” típico), reduz a tese a pó de traque.

*

Meu ex-advogado, Dr. Mário Simas, quando eu lhe explicava a seita de Idries Shah, que era uma mistura de sufismo e estelionato, concluiu:
— Já sei. Eles inventaram o Sufi do B.

*

O Jack é realmente um menino tranquilo e sem medo. Na outra casa, quando eu treinava tiro ao alvo, a única reação dele ao ouvir os disparos era dizer:
— BUM!

*

No que afirmei abaixo sobre a campanha difamatória anticatólica movida por protestantes durante cinco séculos no mundo inteiro, talvez a dimensão e o sentido exatos da coisa não tenham ficado claros: eu não quis dizer apenas que eles praticaram e praticam esse truque sujo, mas que ele é, no entender deles próprios, PARTE ESSENCIAL, ONIPRESENTE E INDISPENSÁVEL da sua cultura, se não da sua religião mesma. Não pode ser explicada como desvio acidental ou mero acúmulo de pecados individuais — mesmo porque NENHUM protestante jamais mostrou o menor arrependimento por ter participado dessa operação e muitos se orgulham dela como prova de que são mesmo uns eleitos.

*

Não posso dizer nada sem que apareça algum enfezadinho cobrando: “Cadê a fonte? Cadê a fonte?”
Qual a fonte do número de denominações protestantes, que mencionei em posts anteriores?
Lá vai, metidinhos: “Dictionary of Christianity in America” (Downers Grove, IL: Intervarsity Press, 1990). Livro protestante.

Amanda Cavalcanti: Prof, você mata a cobra e mostra o pau kkk

Olavo de Carvalho: O pau, muito discretamente.

*

O número exato, segundo a edição de 2001, é 33,820. Só nos EUA.

*

Os mais famosos livros católicos sobre o protestantismo, ao contrário, são, apesar da severa condenação doutrinal, notavelmente serenos e respeitosos, como o clássico “Lutero e o Luteranismo” de Heinrich Denifle, ou a biografia de Lutero por Ricardo García-Villoslada, “Martín Lutero, El Fraile Hambriento de Dios”.

Célio Rodrigues Essa polidez católica com protestante é a prova da infiltração demoníaca no seio da Igreja.
Olavo de Carvalho Não. Os católicos têm a OBRIGAÇÃO de considerar os protestantes como “irmãos separados”, nunca como inimigos. A recíproca não é verdadeira.

*

Aproveitando a “boutade” do David Francisco Mattaroli, que responde “A fonte é Times New Roman”), informo aos interessados que a fonte usada nos meus livros da Vide é a raríssima Dutch Medieval, que copiei da extinta Editora Martins.

*

Para mim, protestantes são apenas Católicos do B.

*

O trecho que mais gosto na história do “Menino que Encontrou Jesus”, é quando Emanuel Segatashia pergunta a Jesus:
— Você atende as preces dos protestantes?
— Sim. Minha Mãe traz todas para Mim.

*

  • Gustavo Brandão

    “No que afirmei abaixo sobre a campanha difamatória anticatólica movida por protestantes durante cinco séculos no mundo inteiro, talvez a dimensão e o sentido exatos da coisa não tenham ficado claros: eu não quis dizer apenas que eles praticaram e praticam esse truque sujo, mas que ele é, no entender deles próprios, PARTE ESSENCIAL, ONIPRESENTE E INDISPENSÁVEL da sua cultura, se não da sua religião mesma.”
    É claro que isso não é verdade. Sou protestante desde criança e a principal afirmação que presenciei, essa sim fazendo parte da cultura protestante e de sua religião, é ter como regra de fé e prática o que a Bíblia ensina. A partir disso se desdobra todo o restante do protestantismo. Portanto, quando criticamos o catolicismo, e todas as outras religiões, é a partir da Bíblia que a fazemos. Achar que é o contrário, que a partir da crítica, e da campanha difamatória alegada, que estruturamos a nossa religião e cultura é desculpinha esfarrapada para defender o catolicismo. Isso qualquer iniciante em protestantismo sabe. Portanto, a alegação dada, vindo de tão respeitado católico, só pode ser considerada desonestidade.

    • Tulio Stephanini

      Também fui criado em lar protestante e sempre ouvi muitas criticas aos católicos em minha casa, principalmente quando se fala da “idolatria”. Não acho que o Olavo use isso como desculpa pra defender o catolicismo, ainda hoje tais coisas se repetem como a Ana Paula Valadão profetizando o fim igreja católica, dentre outras sandices que tenho ouvido ultimamente de pessoas próximas.
      https://gloria.tv/video/xBYUv9pcniWq2VyXC67UUqzYE

      • Gustavo Brandão

        Como você cresceu em lar protestante, deve saber a diferença entre criticar o catolicismo, coisa que eu disse que ocorre, e isso ser a religião mesma, como o Olavo disse. O protestantismo não é crítica ao catolicismo. Pra ser bem sincero, achamos que criticar o catolicismo é bater em cachorro morto, tão fraca é a argumentação para a sua defesa. O protestantismo é sim dar a Bíblia o seu devido valor. Então a sua argumentação apenas corrobora o que eu disse, e não contraria.